Ah, rapaz… Final de ano. E final de ano tem o quê? Roberto Carlos! Isso mesmo!
Que Roberto Carlos que nada! Vamos deixar de lado e vamos encerrar o ano com a segunda edição daquilo que vai me render outro prêmio Charles Foster Kane do jornalismo mundial pela inovação. Risos, vamos de retrospectiva.
Vale lembrar que Acadêmicos do Salgueiro, New York Yankees e o America Football Club me proporcionaram os meus “Glory Days”, parafraseando o Boss, neste ano de 2009.
Agora atentem para os detalhes.
RETROSPECTIVA 2009
Apoio: Joad Squad, a turma de que procura o fantasma de Tom Joad.
JANEIRO:
Quinta, dia 1º: 2009 começa e lá estou curtindo aproveitando a madrugada no Réveillon Ixé Doido. Conforme a madrugada avançava, eu mesmo ficava me perguntando qual era a graça de ficar vendo todo mundo bêbado e eu ficar sendo o único sóbrio da night. Ok, às 5 da manhã cansei e parti. Mas foi bacana. A viradinha da meia-noite foi cool.
Sábado, dia 3: E os Playoffs da NFL iriam começar. Eu adoro janeiro. Geralmente estou de férias e a tensão começa a subir com a NFL na reta decisiva. Lembro-me que o primeiro jogo daquele Wild Card Weekend foi Atlanta Falcons contra o Arizona Cardinals. O que me chamava atenção é que do lado dos Cardinals eu estava vendo o seu QB (quarterback), Kurt Warner, de volta aos Playoffs. Bateu aquela nostalgia. Meu primeiro contato com a NFL em 2000 tinha Kurt Warner como o então QB do St. Louis Rams (o time na época era conhecido como "The Greatest Show on Earth"), a máquina campeã do Super Bowl naquele ano com o maior ataque eu já vi jogar. Kurt Warner como QB, o incrível Marshall Faulk como RB (running back), o LT (left tackle) Orlando Pace protegendo o lado cego do Warner melhor que nunca. E os dois incríveis WR’s (wide receivers) Torry Holt e Isaac Bruce completavam aquele ataque magnífico que me fez ficar encantado pelo football. Mas aqui eu estava, nove anos depois, TV ligada na ESPN, e Kurt Warner, agora com 37 anos e pelo Arizona Cardinals, de volta em um jogo de Playoff. E o primeiro TD (touchdown) dos Cards no jogo já me lembrou o velho Warner dos tempos de Rams. Um flea flicker magnífico envolvendo Warner, que entregou a bola para o RB Edgerrin James, que correu umas três jardas, voltando o passe para Warner que, ao receber, mandou um passe profundo de 42 jardas para o WR Larry Fitzgerald finalizar. O comentarista da TV americana pirou: “WOW, LARRY FITZGERALD, ON THE FLEA FLICKEEEER! OH, WHAT A PASS FROM WARNER! KURT WARNER IS BACK!” É… Eu também fiquei feliz em ver o velho Kurt Warner de volta. O primeiro ídolo da modalidade a gente nunca esquece. Poucos acreditavam que esta seria a primeira vitória dos Cads rumo ao Super Bowl. Mas naquele dia eu estava feliz em ver o bom e velho Kurt de volta com as jogadas sensacionais.
Domingo, dia 4: Um dia depois de ver o bom e velho Kurt Warner de volta, foi a vez de vez o meu jogador preferido da NFL (justamente porque ele é safety, e nos meus tempos em que jogava football, eu também jogava de safety) inteira detonar. É ele… Sempre ele, o FS (free safety) Ed Reed do Baltimore Ravens, GOD! Naquele jogo do Wild Card fora de casa contra o Miami Dolphins ele roubou a cena. O melhor lance foi aquela interceptação que ele fez para cima do Chad Pennington e retornou 64 jardas para o TD. No final, ele ainda interceptaria o Pennington mais uma vez para dar a vitória aos Ravens.
Quarta, dia 14: Dia anual do Secret Garden, como eu decretava no meu calendário. Quer saber o porquê? É só ler o que eu escrevi sobre esta mesma data na retrospectiva do ano passado (para acessar, é só ir ao arquivo de 2008 e abrir o último post de dezembro). Mas então, lembro que era um dia chuvoso. E eu tive que acordar cedo em plenas férias para ir para a auto-escola. É… Se eu não tivesse reprovado no exame de dezembro do ano passado não teria esse fardo. Mas fazer o que… A aula acabou. Cheguei em casa, me fechei no quarto, peguei meu CD Greatest Hits do Bruce Springsteen, coloquei no CD Player, coloquei na faixa 15 e deixei o repeat acionado. E lá se iam umas quatro, seis horas de melancolia deitado no escuro na cama ouvindo Springsteen declamando a sua poesia. E sempre no final da canção o solo de sax mais sweet do universo do Clarence Clemons me arrancavam algumas lágrimas. Lembranças de tempos de outrora. Oh, that’s tough. Happy birthday, ele (eu) queria dizer, mas a interlocutora estava longe. Então, deite-se e escute Secret Garden. E a vida vai… Em segredo, vai…
Sábado, dia 17: Primeiro dia de vestibular de uma universidade federal que eu não vou mencionar o nome. Afinal, ela não põe cash aqui. Dessa vez, ao contrário do ano passado, eu não bati o recorde ibero-americano indoor de escrever uma redação, não. Dessa vez eu usei muito mais do que cinco minutos para elaborá-la. Com certeza foi o meu highlight do dia. Nesse dia fui até bem na prova, era o dia de humanas e tal.
Domingo, dia 18: Segundo dia de vestibular, agora a prova de exatas. Cara… Com sinceridade: como eu vou me sair bem numa prova que é exatamente no mesmo dia das finais da AFC e da NFC? Ou seja, os dois times que iriam para o Super Bowl XLIII iriam sair nesse dia. Bem… A final da NFC iria começar às 18h e a da AFC às 21h30. O vestibular era de tarde. Ainda assim, eu teria que sair pelo menos umas 17h para chegar em casa. Olha como a NFL atrapalha a minha vida, risos. Se bem que eu amo este fardo que é NFL. E quando a prova começou, eu fazia as questões, mas não conseguia me focar, só pensava nas finais de AFC e NFC. Até por isso não fui tão bem na prova quanto no dia anterior. Logo, eu já sabia que não ia passar. Então o resultado nem iria me frustrar. E os jogos de noite foram sensacionais. Kurt Warner mais uma vez sensacional para liderar o Cardinals a vencer a NFC contra o Philadelphia Eagles. E rolou outro TD que foi lindo. Outro flea flicker (minha jogada de ataque preferida), só que dessa vez o passe para o Larry Fitzgerald foi de 62 jardas. E o Cards venceria o Eagles e estava a caminho do Super Bowl pela primeira vez em sua história para encarar o Pittsburgh Steelers.
Terça, dia 20: Eu estava animado. Fiquei com a TV o dia todo alternando entre CNN e Fox News. Afinal, era o dia da posse do Obama. Era incrível como estava Washington naquele dia. Uma comoção como não se via em muito tempo. E também eu estava animado porque sabia que o Bruce Springsteen estava escalado para tocar na posse do presidente. Afinal, ele também fez campanha para o Obama. A posse em si foi um evento ser sensacional. Ver o Obama sendo condecorado e fazendo o juramento ao som de Hail to the Chief foi algo definitivamente marcante. E quando o Bruce tocou Working on a Dream foi o que o Obama deve ter sentido com o sonho alcançado.
Quinta, dia 22: Passei na prova do DETRAN! Sem mais detalhes! De segunda, mas passei, só fiquei aliviado e mandei o SMS avisando Daniel que depois de ficar uma hora arrumando os retrovisores eu tinha passado. Easy as always!
Domingo, dia 25: O Australian Open em andamento. E é claro, eu nessa época fico com vida de zumbi. Passo a noite acordado e durmo durante o dia. Mas valeu tanto a pena ver essa grande “Cinderela Story” (o termo usado para ressurgimentos) da tenista Jelena Dokic. Ela conseguiu comover toda a Austrália e boa parte do mundo com sua volta. O jogo das oitavas de final contra a Alisa Kleybanova eu ainda não consegui esquecer. Que vitória, e que virada! Dokic que havia parado a carreira devido a problemas particulares crônicos, retornava e foi um dos grandes nomes do Australian Open. Ela viria a perder nas quartas de final para a Dinara Safina, mas até então já havia emocionado muita gente.
Terça, Dia 27: Dia do lançamento oficial do novo álbum do Bruce Springsteen junto com a sua E Street Band, o Working on a Dream. A ansiedade era tanta, acho que nem com o lançamento do álbum Magic, em 2007, eu não estava nesse frenesi. Muito disso eu devo a campanha presidencial do Obama. Porque a faixa-título foi um dos hinos da campanha do então presidente americano. E os fãs do Springsteen, como este aqui, sabendo que uma nova música estourava nas eleições e que fazia parte de um novo álbum, mal podiam esperar pelo lançamento. Quando esse dia esse chegou, foi só ir à internet e tudo estava no ar. Uns dois meses depois eu viria o comprar o CD original na loja, pois no dia do lançamento nunca eu encontraria aqui no Brasil.
FEVEREIRO:
Domingo, dia 1º: Dia da final masculina do Australian Open, do vestibular da universidade que hoje estou estudando e, o principal, dia do Super Bowl XLIII com direito a show do Bruce Springsteen e a E Street Band no intervalo. Como eu esperei por esse dia. Era praticamente um sonho. Poder ver o Bruce e a E Street tocarem ao vivo ao vivo (intencionalmente escrevi ao vivo duas vezes. Uma vez por ser ‘ao vivo’ de não estarem tocando playback; a outra por estar acontecendo no exato momento em que estou assistindo) na minha frente. Infelizmente eu não estava in loco, mas a TV ajudava. Mas nesse dia, meus amigos… Eu acordei muito revoltado. Revoltado e furioso. Primeiro porque não iria poder ver a final do Australian Open entre Rafael Nadal e Roger Federer na íntegra. E você nunca quer perder um jogo desses, especialmente sendo final de Grand Slam. O jogo começou às 6h30, consegui ver apenas a metade do primeiro set. E então tive que sair para fazer o vestibular da universidade, e eu perdi um jogão. Mas tudo bem. Cheguei à universidade furioso. Procurei minha sala de provas. Ao chegar à sala de provas, vi a lista com o nome do pessoal que ia fazer a prova na mesma sala que eu. Reparei que só na minha sala havia mais de 20 pessoas que estavam tentando jornalismo, como eu. Pensei: ‘Só há apenas 18 vagas. Só na minha sala há mais de 20 concorrentes, não quero nem pensar em quantos tem nas outras salas’. Mas eu liguei o fo… (+ da-se) porque não estava nem aí, pois só pensava no Super Bowl que seria de noite e no show do Bruce com a E Street. Eis que estou lá na sala sentado esperando dar 9 horas para a prova começar, quando entra uma menina baixinha, vestida de preto, com uns detalhes roxos. Um tanto quanto exótico, eu pensava. Que estranho. Fiquei reparando. Então outra garota na sala se surpreende ao vê-la e chama a tal menina baixinha. Percebi então que elas eram conhecidas. Então a amiga pergunta para a garota que achei exótica: “E aí, vai fazer o que?” Ela responde: “Ah, vou fazer jornalismo”, a menininha exótica respondeu. Pensei: ‘Oh, God… Olha a concorrente que eu tenho’. Eu ficava olhando para a garota estranhando. Ela tinha um jeitinho de Holly Golightly (a personagem que Audrey Hepburn interpretava em A Bonequinha de Luxo), mas claro que ela não era meretriz. ‘She seems to be nice’, pensei. Enfim, ela tinha me chamado a atenção. Ao saber ela ia fazer jornalismo, me animei um pouquinho. Bem… A prova começou, eu não estava estava nem aí, fiz a prova ainda chateado e a entreguei. Após entregar a prova, dei a última olhada ainda para a menininha exótica com estilo de Holly Golightly “audreyhepburiniano”. Ao passar do lado, desejei, no consciente, é claro, não ia falar em alto e bom som: 'Vejo você semana que vem, eu espero'. Hoje, estamos em dezembro e posso falar que eu acertei no meu julgamento de fevereiro. Meu trabalho de editoração eletrônica que eu fiz com a então pequeninha do estilo Golightly me comprovou isso.
MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS… BUUUUUUUUUUUUUUUT… Do principal eu não falei. A noite chega. E está na hora do Super Bowl XLIII, direto de Tampa, Florida. Arizona Cardinals e Pittsburgh Steelers duelando para ver quem levaria o título. E mal podia esperar Bruce e a E Street Band para o show do intervalo. O jogo começa e eu estou lá torcendo pelo Cardinals. Querendo ver Kurt Warner ser campeão de novo. O primeiro tempo acabou com o Steelers liderando por 17x7 com um TD sensacional. Um retorno de interceptação do LB (linebacker) James Harrison do Steelers de 100 jardas. Ele teve que até tomar oxigênio depois. Então era à hora do show do intervalo. Eu ia realizar um sonho, ver Bruce Springsteen & The E Street Band ao vivo pela primeira vez na vida. Aumentei a TV a todo volume. E então eles entram no palco... LEGENDARY E STREET BAND!!!!!!!!! A introdução de Tenth Avenue Freeze-Out começa a tocar e eu já vi a banda toda. Bruce Springsteen, Clarence Clemons, Max Weinberg, Steven Van Zandt, Nils Lofgren, Patti Scialfa, Garry Tallent, Roy Bittan. Sim, todos os meus heróis lá no palco. “Teardrops on the city Bad Scooter searching for his groove…” O primeiro verso de Tenth Avenue Freeze-Out já foi e eu estava gritando e chorando em casa. Isso às 23 e tantas da noite. Não parecia ser real. Depois de Tenth Avenue Freeze-Out, o hino… BORN TO RUN, a maior música da E Street Band e um dos grandes clássicos do Rock ‘n Roll. “TRAMPS LIKE US, BABY WE WERE BORN TO RUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUN”. Eu não estava bem. Após o excitante hino, a balada do novo álbum, a faixa-título, o hino da campanha de Obama, Working on a Dream… “I’m working on a dreeeeeeeeeeeam, though it can feel so far away”. E para encerrar o show do intervalo… Claro que seria Glory Days, Bruce e Little Steven dando um show no final com o encerramento.
Bruce: Steve, I think it’s quitting time!
Steven: Oh, and so, baby?
Bruce: I’m telling you, we’re gonna need to go overtime!
Steven: So what?
Bruce: Man, it’s gonna be penalty time!
Steven: Ah, I don’t know about that!
Bruce: I mean… Delay of game! Delay of game!
Bruce: Well, Steve…What time is it?
Steven: IT’S BOSSSSSSSSSSSS TIME!!!!!!
S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L! Eu não tinha outras palavras.
Bruce: Football Fanatics! (Eu fiquei feliz ao ouvir isso. Afinal, sou doente por football mesmo, haha!)
Bruce: Come on, Steve… Let’s get out of here!
Steven: Oh, no… Stay a while! (Nessa eu ri, huahuauhauha, boa, Stevie!)
Bruce: WUUUUUUUUUUH!
E o show acabou com o Boss rodando a sua velha guitarra Fender Telecaster em seu pescoço por sete vezes. Então, ele, o Boss, Springsteen, vai até o microfone e diz: “I’m going to Disneyland!” Nessa hora eu ri, mas muito feliz por ter visto o show ao vivo. Gravei em DVD aqui, sempre assisto. Foi um dos grandes highlights da minha vida esse show. Bem… Mas o Super Bowl tinha o segundo tempo todo pela frente eu ainda torcia para o Kurt Warner virar o jogo para os Cards e me fazer feliz porque não queria que o Steelers vencesse e ultrapassasse o meu amado Dallas Cowboys no recorde de títulos de Super Bowl. E faltando 2:37 para o fim do jogo, Steelers liderando por 20x16, Kurt Warner acha Larry Fitzgerald no meio do campo que corre e completa o passe de 62 jardas e vira o jogo para o Cardinals. 23x20. E eu completamente insano nesse momento. O Steelers usaria esse resto do tempo para tentar algo, até quando… Faltando 35 segundos para o fim, o QB Ben Roethlisberger acha o WR Santonio Holmes, com um passe espetacular de seis jardas por cima de três defensores. Holmes faz a recepção. E o Steelers vira e vence o Super Bowl por 27x23. Oh, não deu para o Kurt Warner, mas valeu a pena. Foi o segundo melhor Super Bowl que eu já vi. O Rams vs. Titans de 2000 é insuperável. Que dia foi esse 1º de fevereiro.
Segunda, dia 2: Os caras do Rock Bola até falando mal do Super Bowl e do Bruce Springsteen me conseguem fazer rir. Como eu ri no dia seguinte escutando o programa. Acho que foi o dia que eu mais ri os ouvindo esse ano, haha. Eu transcrevi o diálogo todo no post do dia 8 de fevereiro (se quiser ver, é só ir ao arquivo).
As melhores partes:
Waguinho: É uma pelada aquilo (se referindo ao futebol americano). É uma imundície, como disse o Tavares. O maluco sai correndo e acha que é habilidoso?! (…) Aí o cara vai narrar e fala assim: ‘Olha que habilidade!’ Que habilidade?! O cara sai correndo que nem um maluco (…) São 300 caras brincando de pique! Uma coisa bizarra. O futebol é chamado de futebol em todo lugar do mundo! Só o americano hipócrita marrento que chama de soccer. E aí no intervalo montam um palco para o show do Bruce Springsteen. Bruce Springsteen morreu e ninguém sabe!
UHAUHAUHAUHAUHAUHUHA, o Waguinho é muito bom. Adorei, hahahahaha. Depois foi a vez do Tavares:
Tavares: (ele começa tentando fazer a voz rouca do Bruce, aí ele diz baixinho… Secret Garden, haha) Ah, vá para o inferno! Bruce Springsteen morreu e esqueceu de deitar, “rapá”! (começa a imitar o Bruce de novo, dessa vez gritando) BOOOOOOOOOOOORN IN THE U.S.A. (avisaram para o Tavares que o Bruce não cantou essa). Ah, mas tinha que ter cantado. Porque é só o que ele canta, esse desgraçado. Futebol… Futebol com a mão, vá para o inferno, ô americano!
Muito bom, hauahhuauhahu!
Quinta, dia 5: Aquele vestibular que tinha feito para tal universidade no dia 1º, bem… Eu passei. Nesse dia as aulas começavam. E, pela primeira vez na vida eu ia dirigir um carro sozinho. Eu e somente eu no carro. Levantei bem cedo, às 5h30, tomei banho e café. Parti às 6h para universidade, ao som de Thunder Road, onde a vida acontece, já para esquentar o som do carro com as canções do Boss. A aula começava às 8h, mas 6h30 cheguei lá, após muita tensão dirigindo o carro sozinho pela primeira experiência. Às 8h fui para a sala, que era para ser uma aula de Comunicação Digital. E é engraçado olhar para o lado e só ver gente, à primeira vista, estranha. A professora logo tratou de tirar a gente da sala e nos enviar para o auditório. Maldita acolhida aos calouros. Depois disso, hora de lotar o carro e ir embora. E eu apagando o carro no estacionamento, hahahaha! Pegando o meio-fio na reta, hahaha. Foi culpa da Luisa que desviou minha atenção. E depois apagando o carro no meio do trânsito. E o ônibus atrás buzinando. E eu sendo zoado pelos amigos no carro, haha. Ai, ai, priceless memories.
Sexta, dia 6: Era meu segundo dia de aula no nível superior, mas esse sim parecia como o primeiro dia. Afinal, o dia anterior havia sido apenas um longo cerimonial. Ok, agora eu estava numa sala grande, havia pelo menos uns 50 alunos em sala. Uma turma de Comunicação Integrada. Só conhecia de tempos de outrora outras três pessoas. O engraçado é você olhar para 50 desconhecidos e fazer pré-julgamentos de cada um apenas no olhar. Bom… Não vou citar o nome da galera porque ninguém é pessoa pública. Mas hoje eu olho alguns dos meus julgamentos e dou risada. Uns eu estava certo e outros completamente errado. Alguns exemplos… Havia um cara, devia ter até de uns 30 anos, baixinho, com uma cabeça enorme. Pensei: ‘esse é lá de riba… Comedor de farinha nato’. Quando o cara se apresentou: bingo, money, money, money. Acertei! Outro exemplo. Havia um cara que fisicamente lembrava muito Andreas Kisser do Sepultura. Quando o cara falou, só lembrei do Rock Bola para afirmar que o cara era: “TREMEEEEEEEEENDA”! Outra que havia certado. Havia uma garota, da minha idade, “beeeeeeem” (quem escuta Rock Bola sabe o significado de “bem”) até, dessas de bom calibre, que “morre fácil” (outra expressão ‘rockbolística’), que possuía um nome completamente masculino. Eu estava chocado. Mas como? Aí tinha que falar com o Daniel no MSN, essas coisas só pergunto para ele. ‘Daniel, você já viu uma mulher se chamar … (não vou mencionar o nome da garota, é claro)?' Ele respondeu: “Não, é um nome completamente masculino. Cara, tinha um goleiro no Grêmio que se chamava… E esse nome tem até feminino, que é… (também não vou mencionar)”. Entretanto, apesar das 50 pessoas, naquele grupo reparei que estava na sala nada mais e nada menos que… Sim, a garotinha baixinha exótica que lembrava o estilo da Holly Golightly que fez a prova do vestibular na mesma sala que eu. Ela estava lá vestida de roxo. No fundo eu sabia que ela ia passar. Até porque na universidade que eu estudo qualquer imbecil passa. Quando se apresentou descobri seu nome, of course… Aliás, era um nome que me trazia más recordações, aliás… Mas acho que virei essa maldição esse ano. Porém (ai, porém), eu teria que me apresentar também. Por um momento, quase que eu baixo o John Dillinger dentro da sala. Imagine a cena: ‘Vim de Nova Iguaçu para essa cidade ainda na juventude. Meu objetivo é chegar a New Jersey o mais rápido possível. Eu gosto do Yankees, boas roupas, carros rápidos, coca zero, as músicas do Bruce Springsteen e da garotinha exótica vestida de roxo no meio da sala. O que mais vocês precisam saber?’. Sorte minha que o lampejo de John Dillinger não veio e eu não estraguei minha reputação no primeiro dia. Ufa, dessa eu escapei. Durante a noite ainda rolou o aniversário da Luisa no Armazém do Juca (eu só estou citando o nome do estabelecimento para poder falar mal da qualidade), o único lugar no mundo aonde o chopp é quente. Na volta, o Fox lotado de novo. Estava escuro na saída, então o Daniel que estava no banco do carona falou que conhecia um caminho para sair do estacionamento. O animal me fez atolar a roda do carro, que animal. E não adiantava forçar o acelerador. A solução foi os três patetas (Daniel, Pedro e Eric) darem uma força empurrando enquanto eu engatilhava o acelerador. Outro momento priceless.
Quinta, dia 12: O primeiro trabalho de universidade a gente nunca esquece. Meu grupo de áudio de Comunicação Digital, hahahaha. Os mitos LC (eu mesmo), Guilherme (“nooooota deeeez”), Ronaldo (o blind man), Douglas (Mohammed) e o único pastor que abandona os “amigos”, o mito Josiel, o ex-craque urubu-negro, risadas e mais risadas. E quem vai a esquecer a nossa sensacional gravação de: “Afinal, quem vai o melhor? Zico ou Zidane?” Antológico, rendeu muitas gargalhadas.
Sexta, dia 13: Não! Não vi o Jason nesse dia. Mas era dia de serviço militar lá na Polícia do Exército. Engraçado essa época. Minha entrevista para o sgt. Sindovaldo foi outro momento priceless. De repente ele me pergunta: “Você segue alguma religião?”. Respondendo de primeira eu mando: ‘Bem… Não exatamente uma religião, mas aí no formulário você pode me listar como agnóstico’. E o sargento, meio que surpreso, indaga: “Agnóstico?! O que seria isso?”. Segurei-me para não rir, mas por dentro estava me rasgando. Fora esse momento cômico, eu mandei bem na entrevista. O sargento me olhava como se eu fosse um grande expoente intelectual. Se bem que essa era a minha intenção. Iludi bem, e essa entrevista foi o determinante para a minha dispensa que viria alguns dias depois. Não menti nenhuma vez na entrevista. Afinal, não partilho desse subterfúgio. Só mantive uma postura que não condizia com a minha, essa sim o determinante para a falsa impressão obtida. Não sou que eu faço avaliação, ora. Bom, mas já eram 9h55 quando saí. Tinha aula de Comunicação Integrada. Pensei: ‘dá para pegar o segundo tempo’. Do quartel para o Fox 60. No Fox 60, liguei o carro e o som, e sob a trilha de Born to Run, e pé embaixo, pois quem já ouviu Born to Run no volante sabe que a música instiga você automaticamente a acelerar. Ok, atravessei a cidade em bons vinte minutos. Dentro da universidade, no parking lot, o popular estacionamento foi easy. Um pique até o segundo andar. Adentrando e sala e uma ofegante saudação: “Hi there!”. E o mané do Matheus, vulgo Bocão, rebate: “Bom dia, soldado!”. Priceless, hahaha.
Segunda, dia 16: Dia animado. Depois de aula “sensacional” de Metodologia Científica era a hora de sair com o goodfella Vinícius para comprar os ingressos para show do Iron Maiden. Iha, quanta empolgação.
Quarta, 18: Eu perdi a melhor aula do ano na universidade por culpa do serviço militar. Como eu detesto a PE (Polícia do Exército). A famigerada aula sobre o Exu em História da Comunicação rolando solta, enquanto eu estava no quartel, onde fiquei com um grupo durante uma hora cantando o hino nacional o mais alto possível, por ordem dos cabos. Esse dia foi tough. Eu não acredito que eu perdi a aula mais comentada em todo o ano de 2009. Até agora em dezembro ouvia comentários da aula do Exu. Imagina ficar das 8h até as 11h30 “assistindo” um documentário sobre ‘Exu – O orixá da Comunicação’. Oh, boy… Deve ser melhor que ficar cantando o hino nacional por horas.
Quinta, dia 19: De novo outro dia de serviço militar na Polícia do Exército, dessa vez na parte da tarde. Já estava ficando farto. Porém (ai, porém), esse seria o dia de “cortar as cabeças”, isto é, definir quem iria servir e quem não. Para minha felicidade, fui cortado. Porém (ai, porém), eu teria que voltar na manhã seguinte para pegar o certificado de dispensa, uma vez que o oficial responsável pelo serviço já havia se retirado.
Sexta, dia 20: Finalmente dispensado do serviço militar. Polícia do Exército esperava não ver por um bom tempo. O engraçado foi que depois de tão aliviado eu me gravei cantando Mickey Mouse March, quem já assistiu Nascido Para Matar (Full Metal Jacket), do mestre Stanley Kubrick entende o que eu estou falando. Outro momento priceless.
Domingo, dia 22: Domingo de carnaval. Tudo bem, o Salgueiro só ia desfilar no dia seguinte, então nesse dia estava mais concentrado no Oscar. Aquela disputa de melhor ator me intrigava já fazia tempo. Meu racional dizia que o prêmio deveria ir para o Sean Penn em Milk, todavia meu coração dizia que o vencedor deveria ser Mickey Rourke por O Lutador (The Wrestler). No fim das contas, Penn levou o prêmio. Achei justo, mas queria que Rourke levasse, por todo renascimento. E também porque The Wrestler é bem superior a Milk, que com certeza, mas toda certeza, foi o filme mais overrated de 2009. O Gus Van Sant, diretor do filme, mais uma vez provou o quanto deixa a desejar. Para mim, um cara que conseguiu a proeza de fazer o pior remake de todos os tempos, como foi aquele Psicose (1998) [Psycho (1998)] não deveria nem ser levado em consideração. Milk, apesar de todos os defeitos, teve Sean Penn como estrela cintilante. E foi ele que trouxe todas as boas repercussões geradas em torno do filme. Uma categoria que não gostei da premiação foi a de ‘melhor atriz coadjuvante’, que o prêmio acabou sendo vencido pela Penélope Cruz. Acho que o Woody Allen soube usá-la muito bem em Vicky Cristina Barcelona, o que acabou rendendo o prêmio para ela. Entretanto, colocando na balança atuação por atuação, a Marisa Tomei interpretando a stripper que contracena com Mickey Rourke em O Lutador foi muito melhor. Muito mais carga dramática, além de não estar tão presa pelo roteiro. Enfim, Cruz levou e aqui acho que Academia fez média com a queridinha do Almodóvar. Eu mesmo sempre achei que a Penélope Cruz nunca ia ter nível para ganhar um Oscar. Basta ter como referência filmes como Profissão de Risco (Blow), por exemplo, em que um filme é excelente em sua primeira metade. Já na segunda metade, onde a personagem da Cruz entra, o filme acaba tornando-se maçante. Paciência, o Oscar não me agradou muito, principalmente porque excluiu a canção vencedora de ‘melhor canção original’ do Globo de Ouro, que foi The Wrestler (a música homônima do filme do Darren Aronofsky estrelado pelo Mickey Rourke), escrita especialmente pelo Bruce Springsteen para o Mickey Rourke utilizar no filme. E no filme a música é executada nos créditos. Uma linda canção aonde Springsteen acertou mais uma vez. Apesar de ter vencido no Globo de Ouro, a canção não foi pré-selecionada para os indicados do Oscar.
Segunda, dia 23: Salgueiro na avenida. A gente espera um ano por isso. Eu feliz cantando e vendo minha escola passar linda na avenida. “Vem no tamboooor da Academia, que a furiosa bateria vai te arrepiar. Repique, tamborim, surdo, caixa e pandeiro, salve os mestres do Salgueiro”. Com este forte refrão, o Salgueiro passou excepcionalmente bem na Sapucaí e estava muito bem cotado para o possível título. Eu, é claro, estava na expectativa.
Quarta, dia 25: Dia que iria sair o campeão do Carnaval. Muita expectativa. Beija-Flor e Salgueiro listados como favoritos. Eu tenso durante a apuração, mas logo o Salgueiro foi abrindo vantagem para a escola de Nilópolis, e o jejum de 16 anos sem título estava cada vez mais perto de ir embora. Na hora da última nota dez, meu momento de glória. Êxtase, estava em lágrimas, gritando. Muita emoção. Muita expectativa, muita festa. Era a realização da glória de algo que é intrínseco a você. E tudo que você quer fazer é extravasar e celebrar porque a estrada foi longa. Salgueiro campeão 2009. Valeu, foi muita alegria. E estaremos juntos novamente em 2010.
Sexta, dia 27: “Champagne?! Ah, ‘tá… SEAN PENN!” HUAUHAUHUHA, boa, Luisa, pérola sensacional.
MARÇO:
Domingo, dia 1º: Algumas datas ficam na memória meio que permanentemente. 1º de março sempre me associou ao aniversário da cidade do Rio de Janeiro. De 2008 para cá, essa não tem sido a principal razão das memórias. Um aniversário de um ano de um obituário não é algo muito alegre, especialmente se você colocar na tábua que quem partiu ainda tinha uma longa vida por levar. Isso só me afetou indiretamente. Eu não tinha nada para dizer a respeito, e nem me compete abrir o jogo aqui. Só deixo meu respeito a quem merece.
Segunda, dia 2: Eu indo para universidade animado, pois era o aniversário de 46 anos do grande Toni Platão, grande músico, tricolor e integrante do Rock Bola. Foi a única vez no ano que tirei um CD do Boss do meu carro para que eu escutasse de minha própria vontade outra coisa. Ouvia os meus dois CDs do Platão que tenho comigo, o Calígula Freejack e o Negro Amor. Já a aula de Metodologia Científica não foi tão animada assim. Um documentário extremamente monótono. Aproveitei para trocar uns SMSs durante a exibição do filme. De repente, recebo um SMS de uma amiga pedindo carona porque a mãe tinha arrebentado o carro. Quando a li mensagem ri e pensei: ‘É porque foi a mãe, se fosse o pai eu não precisar dar carona porque homem não bate carro’, e ri. Ok, ao término da aula, concedi uma carona a ela ao shopping da cidade, e retornei para casa. 50 minutos depois recebo uma ligação da mesma amiga. Então ela indaga: “Você ainda está na rua?” ‘Não, estou em casa almoçando’, respondi. Ela disse que não precisava então. Só que eu, por outro lado, fiquei curioso e perguntei o que havia acontecido. “Eu não sei como, mas perdi todo o meu dinheiro aqui no shopping. Minha mãe está sem carro, e eu já liguei para todo mundo que mora por aqui e ninguém atende. Mas como você está em casa, deixa para lá, eu dou um jeito aqui”. Apenas disse: ‘Ok, boa sorte’. Desliguei o celular. Aí irrompeu o meu constante conflito mental. ‘Ok, eu sou altruísta por opção, então vá lá’. Mas a mente rebatia: ‘Isso não é altruísmo, isso é idiotice’. Não tinha muito tempo para pensar, foi tudo por impulso. A chave do carro estava perto do telefone, então acabei não hesitando. Peguei o carro, liguei em Born to Run, pé embaixo, e vinte minutos depois via celular: ‘Ainda está aí? Resolveu seu problema?’ Ela responde: “Sim, estou aqui. Mas ainda não consegui resolver meu problema”. ‘Well… Estou na entrada do shopping’. No fim das contas, acabou que eu resolvi o problema. Curioso que nesse dia eu achei tinha feito a coisa certa. Todavia, olhando melhor agora dez meses depois, eu não faria isso. É a tendência natural você evoluir com o passar do tempo. Mas não me arrependo do que fiz. Nunca volto atrás.
Quarta, dia 4: “Minha amiga vala!”, já diria o Daniel. Meu feito neste dia me renderia sátiras pelo resto da vida. Pelo menos eu sei conviver com isso. Saí cedo para a universidade. Nesse dia havia a exceção curiosa de que ia iria conceder uma carona a uma amiga (que geralmente não faço nas idas, para não mudar meu horário, mas aqui foi uma exceção). Tudo bem… Saio de casa, vamos de Fox 60, mas a ida não durou até a entrada da rodovia Br-XXX (não interessa o número da Br próxima a minha casa). Descrição da cena: entro no acostamento em baixa velocidade, quase parando. Olho no retrovisor esquerdo esperando o fluxo de veículos passarem para adentrar a faixa. Porém (ai, porém), estava olhando igual o Dagoberto, atacante do São Paulo, como um cavalo, sem visão periférica. Enquanto isso, a direção do veículo estava se direcionando lentamente para direita, até que… Rasgou o meio fio, e desceram a vala três dos quatro pneus do veículo. ‘Oh, boy…’, pensei. Levantei do carro, quando fiz minha visão panorâmica, comecei a rir. Rir para não chorar. A solução foi acionar a seguradora para tomar os procedimentos cabíveis. Guincho, check-up, manutenção. Fiz um esforço para que meu corretor mandasse o Fox para a concessionária. E para lá foi. Bem… 4 de março é a data que defino como o meu heartbreaking day como motorista. Por exemplo, o tempo cronológico é classificado nos períodos ‘antes’ e ‘depois’ de Cristo. Logo, minha vida de motorista se resume em ‘antes’ e ‘depois’ da vala. Era um motorista antes desse sinistro, e agora sou outro completamente diferente depois desse episódio. Completamente “born anew”, como diria o Bruce Springsteen. Ainda fui para a universidade depois de todo esse sinistro. Mas havia muita expectativa mesmo era na parte da noite. Afinal, Ronaldo, o “fenômeno”, iria fazer sua estreia no Corinthians contra o sensacional time do Itumbiara, que nessa época tinha “craques” (risos, por favor) como Denílson (Denílson neles!) e Túlio Maravilha. Eu lembro que no segundo tempo quando o Ronaldo entrou, ele estava pronto para marcar o gol, só que o mané do Douglas em vez de passar a bola para o gordo, preferiu chutar e isolou a bola. E como tomou vaia. Dia tenso, mas fazendo um balanço foi divertido.
Quinta, dia 5: Eu completamente empolgado porque nesse meu dia de treinamento noturno de futebol americano com o saudoso time do Anubis Braves, eu teria a presença dos meus big fellas Daniel e Vinícius. Eles lá sentados no banco do parque assistindo eu e meu ex-técnico Raphael executando muitos drills. Houve um passe que foi engraçado. O Raphael, apesar de técnico, também jogava. Então, ele como QB (quarterback) estava treinando passes, enquanto eu como WR (wide receiver) treinava rotas e recepções de passe. Esse passe que me referia foi um completo overthrow (passe além do alcance do recebedor) do Raphael, e eu mesmo que me esforçando ao máximo na corrida quase que peguei a bola. Porém (ai, porém), a bola bateu no chão e voltou direto no meu nariz com uma força tremenda. Só deu para escutar o Vinícius e o Daniel se matarem de tanto rir. E eu lá ‘Ok… Sem dor não tem valor’. Após o treino, ainda gravei o melhor áudio da minha vida com os dois fellas. O Daniel falando que o melhor lance foi a bolada que eu levei no nariz. E o Vinícius tomou o gravador da minha mão e indagou: “Senhor Leonardo, como você conseguiu jogar o carro na vala?” Daniel também mandou: “Fox é carro de bicha!” Porém (ai, porém), o melhor parte foi o final. Vinícius todo feliz dando uma moral para o blog: “É isso aí amiguinhos ouvintes. Não deixem de acessar o http://coelhando.blogspot.com”. Daniel rebate de primeira: “O pior blog do Brasil!”. Desatei a rir. Outra para a seção priceless.
Sexta, dia 6: E eu achando que em universidade privada não acontecia trote. ‘Enganaaaaaaaaado pela esparrela da Flapress’, ouvi uma voz em meu inconsciente dizer. Putz… Eu já estava revoltado que estava sem carro e ainda tinha que aguentar trote. No final das contas eu acabei nem me sujando tanto. Aliás, só minha perna direita que ficou suja. Isso sem contar os batons espalhados pelo rosto. Mas nada que uma água no banheiro não resolva. É… Só minha perna direita que sujou com farinha e molhou. Tudo isso graças aos meus sensacionais reflexos. Todos adquiridos após muitos treinos de futebol americano no saudoso Anubis Braves. Ser atleta também possui suas vantagens. Pior foi na volta. Eu desacostumado a pegar ônibus ainda. Tomei o ônibus errado, e tive que descer seis quadras antes da minha, pois o ônibus estava indo na direção contrária. E não tinha mais dinheiro. Só me restou seguir com os pés na longa caminhada rumo a minha casa. Tough day.
Domingo, dia 8: Campeonato Paulista. Já nos acréscimos do segundo tempo. Palmeiras vencendo Corinthians por 1 a 0. A situação é um escanteio para o Corinthians. Minha TV ligada nesse jogo tenso. Escanteio batido, bola chegando até o segundo pau. Ronaldo manda de cabeça, a bola morre lá dentro. Ronaldo fazendo gol de cabeça?! Sim, é a estrela do Fenômeno. É o gol da volta do craque! E que gol, no clássico, contra o maior rival, para empatar a partida. E ele sai correndo que nem um louco para comemorar. Sobe o alambrado, a torcida vem junto. E o gordo me quebra o alambrado, hahahaha. Mas isso tudo é pequeno perto do feito do Fenômeno. Sensacional o desfecho desse jogo. A menos que você seja palmeirense, é claro.
Quinta, dia 11: Meu deus, que caos estava essa cidade. Deve ter sido o dia que mais choveu nesta cidade nesse ano de 2009. A Vigilância Sanitária fechou até alguns cinemas nesse dia. Eu na parte da noite estava na estação de metrô que iria usar(sim, lembrando que meu carro estava na manutenção devido ao episódio da vala) para ir para o treino de futebol americano. Porém (ai, porém), a estação estava sem luz, e sem previsão de voltar. Então avisei ao técnico Raphael que eu iria de ônibus. Ainda assim, levei quase duas horas no ônibus para chegar no treino. Uma chuva infernal. Ao chegar no parque onde a gente treinava, vi o parque completamente deserto, e só o coach Raphael lá. Ainda assim, a gente treinou alguns drills com a chuva caindo e o campo completamente escorregadio. Esse foi um dia complicado.
Sábado, dia 14: Eu tinha uma festa para ir de tarde, mas eu acordei desanimado. De manhã eu tinha aquela terrível aula de Leitura e Produção de Textos. Lembro que cheguei na universidade, e enquanto a turma esperava a professora chegar, eu fiquei lá do lado de fora aguardando ao ar livre, até quando resolvi pegar meu gravador e me gravar recitando Thunder Road em tom baixo e melancólico. Não estava muito empolgado, até a chegada da tarde, é claro. Festas sempre animam o clima. Fiquei no churrasco das 14h até 20h. Até quando resolvi voltar para casa porque tinha que acordar cedo no dia seguinte para aquele que seria o meu melhor treino de futebol americano da minha vida. Sem carro ainda, afinal estava na manutenção devido ao episódio da vala.
Domingo, dia 15: Treino do Anubis Braves no parque. Domingo de manhã, um sol de rachar, que beleza de dia. Nesse dia a gente estava mais empolgado que o normal pois estávamos esperando duas mulheres. Uma a gente ia colocar como cheerleader certamente, enquanto a outra eu ficaria responsável de convencer ao cheerleading, mas essa eu sabia que seria difícil completar minha missão, pois essa era uma mulher de alto escalão (sim!). Sem esconder, vamos dar nome aos bois. Luisa e Gabriela eram os nomes de cada uma, respectivamente. Agora para não repetir os nomes, as tratarei como L e G. Eu havia convidado a G. A L, apesar de estudar comigo, quem convidou foi o coach Raphael por meu intermédio. Eu nesse domingo cedo liguei para o Raphael e já avisei: ‘Coach, acho que a L não vai, hein. Ontem a gente estava numa festa e ela ficou até tarde, eu saí cedo por causa do treino de hoje’. Ainda assim o Raphael falou que iria ligar para ela. Ligou, e foi descartado por ela na hora. E isso até gerou um atrito posteriormente, que eu não vou precisar comentar aqui. Durante o treino, o pessoal desanimou porque a cheerleader oficial do time não viria, e não viria nunca mais. “Leo, e sua amiga, não vem, não?”, indagou outro ex-companheiro de time, o Neto. ‘Eu não sei, cara. Ela disse que vinha, mas se não vier o que eu posso fazer? Além do mais ela não vem para ser cheerleader como a outra, não ser que…' “Isso, faça isso!”, ele disse após me interromper. Mas o tempo foi passando, a gente treinando, e nenhum sinal de G. Então nosso time começou a jogar um coletivo. Eu estava jogando na minha posição, como safety, até em um momento em que baixei o Ed Reed. Interceptei o passe do QB (quarterback) Belotti e retornei para TD (touchdown), o meu primeiro. E ainda comemorei fazendo a dança do Ray Lewis. Nem reparei que meu colega João, lá do Rio também, estava malhando ali do lado, até quando ele grita: “O que você 'tá fazendo aí, ‘lek?’” Eu respondi gritando também: 'Pô, João, você viu meu TD? Que lindo foi!'. Ele sorriu. Bem… E o treino continuava… Até quando por volta de meio dia, após uma jogada eu olho para lateral e vejo sentada no banco nada mais e nada menos que G. ‘Oh boy… Ela veio!’. Olhei para o Raphael e falei: ‘Coach, timeout!’. E então me dirigi até lá enquanto o Neto deu aquela olhada para mim como quem diz ‘convença ela a fazer parte do cheerleading’. Entretanto, eu já estava decidido a não fazer isso. Não com G. É uma garota bem melhor que isso. Eu não teria guts para isso. Naquele momento, só queria aproveitar o tempo com alguém que não via há três meses. E mais uma vez eu tive meu gravador tomado, desta vez por ela. Pena que para mim ela desajustou meu gravador inteiro. Depois de longo trabalho, eu o acertei. Mas foi um grande dia. A heck of a day! Como o Boss diria: “She’s deaf in combat. She’s a killer, she’s a murderess, she’s the queen way down on Lover’s Lane”.
Terça, dia 17: A primeira notícia que tenho é que Clodovil Hernandes havia morrido. E eu achava que ele era imortal, risos. Na parte da noite… A Globo exibindo O Sexto Sentido (The Sixth Sense). É um barato a atuação do Haley Joel Osment nesse filme. Sussurando: “I see dead people…” O personagem do Bruce Willis indaga: “How often do you see them?” Ele responde, também sussurrando: “All the time”. Será que ele estava vendo o Clodovil? HAHAHAHA, nessa hora eu ri. Lembro que eu e Luísa estávamos via MSN conversando e assistindo o filme trocando altas críticas e boçalidades cinéfilas. Mais uma para a seção priceless.
Sexta, dia 20: Era o dia, amigo! O grande dia! O dia do tão esperado show do Iron Maiden! “Up the Irons, motherfucker!”. Já estava no clima esperando pelo evento. Porém (ai, porém), de manhã eu ainda tinha a maldita aula de Comunicação Integrada. Eu não conseguia pensar em nada que não fosse o show. E enquanto isso na sala passando aquele lixo de filme Os Deuses Devem Estar Loucos (The Gods Must Be Crazy). Que horrível. Durante a exibição do filme, isso às 9h34, plena manhã ainda, meu celular toca na sala. Ok, eu me retiro e atendo. Era o Vinícius, e ele já falava “E aí, cara, não vai vir? Eu, o Daniel e o Elton já estamos aqui na porta do estádio. Cadê você?” Avisei que estava na aula e que só iria para lá na parte da tarde. Foi uma cena engraçada. Então eles me pediram para trazer uma Montilla e uma Coca. Esses dois desgraçados (Vinícius e Daniel) até hoje não me pagaram, risos. Quando a noite chegou e o show teve início, adentramos ao que se configura como a verdadeira catarse que é um show de metal. Aquela abertura com Aces High, depois mandando Wrathchild e Two Minutes to Midnight foi esplêndida. E eu ainda tive o privelégio de ouvir outros clássicos ao vivo, como The Trooper, Wasted Years, Run to the Hills e, é claro, Fear of the Dark, com certeza o highlight do show. E quando eles voltaram para iniciar o bis com The Number of the Beast e o hino Iron Maiden foi mágico também. No geral foi um show que superou muito as minhas expectativas. Inesquecível certamente. Principalmente ao poder ouvir o Bruce Dickinson, vocalista da banda, satirizar a Liza Minelli, que se apresentava na cidade na mesma noite. E também poder ver o Daniel fumando e o Vinícius chorando emocionado foi priceless também. Mais uma na seção.
Segunda, dia 23: Meu carro estava pronto! Yes, Fox! Depois do episódio da vala, estava feliz por ter o “Big Boy”, como eu costumo chamá-lo, de volta.
ABRIL:
Quarta, dia 1: Dia que aqueles babacas do Greenpeace inventaram de fazer um protesto em plena Ponte Rio-Niterói às 7h de uma quarta-feira. Impressionante, eu me lembro que Niterói estava totalmente parada. Os infelizes foram à ponte, praticamente fechando a mesma, para estender uma faixa de 80 metros. O pior, o conteúdo da faixa estava em inglês. Segundo eles, o protesto era para contestar uma reunião do G20, que não tinha nada a ver com o Brasil. Por que esses infelizes não pularam e não morreram todos? Vale lembrar que a reunião do G20 nem sobre meio ambiente era. Se tratava da crise econômica, e os idiotas queriam que os líderes mundiais priorizassem o meio ambiente. Aqui no Brasil mesmo há coisa muito mais importante para se o preocupar do que a natureza, o ursinho panda e o pinguim. Vá para o inferno! Podiam ter ido para Brasília protestarem. Ou melhor: podiam ter estendido a faixa no Complexo do Alemão. Imagina a cena deles atrapalhando a descida das pessoas. Seria mágico.
Quinta, dia 2: Abril sempre foi um mês negro para mim. Sempre reaparecem minhas piores lembranças. Mas queria começar diferente. Nesse dia pela manhã eu deveria ter aula de Comunicação Digital, mas a sensacional professora resolve faltar e só avisar os alunos pela manhã enviando e-mail. Aí não adiantava, já estávamos lá. Mas pelo menos eu e o Guilherme finalmente conseguimos enviar o arquivo do nosso trabalho de áudio do “Afinal, quem foi o melhor: Zico ou Zidane?” para a professora. Deu muito trabalho para enviar, porque o pastor que prejudica os amigos resolveu trancar sua matrícula e iria ferrar nosso grupo todo, que era um grupo de cinco pessoas. Todavia, eu e Guilherme fizemos um último esforço e superamos. Muito bem… Após isso, lá estava eu caminhando pelos corredores da universidade igual o Bruce Springsteen caminhava no videoclipe de Streets of Philadelphia, até quando passo em frente em sala da disciplina Marketing I, do pessoal de Publicidade e Propaganda. Ao passar em frente, o colega Matheus, vulgo Bocão, um velho colega dos tempos de ensino médio, me chama, me perguntando o que eu estava fazendo. Respondi que só estava matando tempo. Ele me perguntou se eu não estava a fim de ir para o bar em frente à universidade para comemorar o aniversário de uma das garotas da sala após o resto da turma de Marketing concluir a prova que eles estavam fazendo no dia. Eu disse que não, pois não conhecia quase ninguém de Publicidade além dele e da outra colega também dos tempos de ensino médio, a Nathalia. Ah, mas ele disse que valeria a pena. De tanto insistir, acabei indo. Me senti muito estranho lá. Ver todo mundo conversando como velhos amigos e eu lá, só conhecia dois caras e me perguntava o que eu fazia ali. Hoje, oito meses depois, conheço esse pessoal de publicidade bem melhor. É bom manter relações, talvez você precisa de alguns deles no futuro, nunca se sabe. E acho que os conheço melhor devido a esse dia. Só para fazer jus, a garota que aniversariava no dia era a grande (literalmente) Carol, ela é alta… Mas então… Ampliando a rede social. Abril começava de uma maneira diferente para minha pessoa.
Quarta, dia 15: Risadas, risada e mais risadas. Afinal, eu, após seis anos estava retirando meu aparelho. Porém (ai, porém), o principal motivo das risadas: Botafogo eliminado da Copa do Brasil em pleno Alugadão (entender Engenhão) para o Americano com gol de Pirão. HAHAHAHA! PIRÃÃAÃÃÃÃO! Oh, my… Só o Botafogo para protagonizar essas vergonhas. É, amigo… Tem que comer muito pirão para ser time grande.
Sexta, dia 17: Aqui a maldição do mês de abril já começava a me atacar. Era o aniversário de um ano da morte do Danny “Phantom” Federici, o organ man da E Street Band. Lembro que ano passado a notícia da morte do Federici foi chocante. Os fãs da E Street Band como eu já sabiam que o Federici tentava se recuperar do melanoma. Ele já não estava tocando com a E Street Band havia alguns meses, já em 2008. Gostava muito do Federici no acordeão, no órgão também. Ele era o organ man. E já se fazia um ano de seu falecimento. Certamente como grande fã da E Street Band eu não estava nos meus melhores dias. Lembro então que fui ouvir o CD novo do Bruce Springsteen com a E Street Band via internet, o Working on a Dream, que havia sido lançado esse ano. Coloquei na faixa 12, The Last Carnival, a música que o Boss escreveu para o Phantom, e foi um momento de algumas emoções enquanto ouvia. Oh… Rough day para o Coelho.
Domingo, dia 19: Campeonato Paulista, que droga de campeonato. Mas vamos lá: semifinais: Corinthians vs. São Paulo. E quem rouba a cena? Ele, o Fenômeno! Ele voltou! Ronaldo! Que golaço. Belo lançamento do Cristian. Agora nem lembro qual foi o zagueiro do São Paulo que o Ronaldo fez comer poeira na corrida mesmo obeso, finalizando com imensa categoria para fuzilar a rede. Quando vi esse gol, a primeira coisa que eu falei foi: ‘Aprende, Horrorosouza!’ Muito bom!
Sexta, dia 24: Quanta falta do que fazer… Por que será que após aquela terrível aula de Comunicação Integrada eu e mais quatro colegas saímos para passar o resto da tarde no zoológico? Eu não sei. Impulso, talvez. Ou melhor: ociosidade mesmo. Mas só digo que foi bacana a tarde, haha.
Sábado, dia 25: Mais uma festa de aniversário, essa foi legal. Passando boa parte da noite na esbórnia, curtindo a vida com os velhos amigos. A parte ruim: só tinham duas mulheres e uma quantidade imensa de homens. Acontece, fazer o que… O aniversariante, o Pedro, que era dúvida mesmo. Mas até que ele arrumou uma banda que fazia um som legal. Eles não tocaram nenhuma música da E Street Band, o que eu lamento, mas valeu a intenção. Mas pelo menos tocaram Mr. Jones, do Counting Crows, já valeu a noite. Eu curti.
Quarta, dia 29: Aqui é sempre a data triste, oh, boy… Aniversário de três anos da morte do meu ‘little brother’. Na retrospectiva do ano passado eu falei mais desse assunto, quem quiser se aprofundar é só ir até lá e ler o que escrevi sobre esta data. Ainda assim, foi um dia complicado para mim. Voltando da universidade, eu me fechei em casa ouvindo apenas Blood Brothers, do Boss, que me traz as lembranças do saudoso Luís. É um cara que faz falta. Paciência. E a vida continuava.
MAIO:
Sexta, dia 1º: Dia do trabalhador. Feriado cool. Aqui na cidade ia rolar o jogo entre o duelo dos líderes do NBB. O Universo enfrentaria o Flamengo, que posteriormente seria a final do campeonato. Peguei o celular e liguei para o Daniel: ‘E aí, vamos para o jogo da molambada ou não?!’, indaguei. O relator concordou, é claro. O animal ainda inventou de ir com camisa do Corinthians por baixo. Risadas, risadas e risadas por isso. Estava uma chuva infernal na cidade. Eu dirigindo o carro e não enxergando nada. Enfim, chegamos ao ginásio. O joguinho foi legal, o placar ficou disputado durante todo o tempo. Só no final do 4º período que o Ratto inventou de fazer porcaria e o Flamengo abriu vantagem e venceu, infelizmente. Contudo, vale ponderar: numa cidade que possui poucos bons programas em dias úteis (eu disse dias úteis!), lembrando que 1º de maio é feriado, então nem vou comentar como é a cidade nos feriados. Logo, um bom jogo, ou seja, uma boa atração esportiva é uma boa opção para quem não iria viajar no feriadão. Após a partida, corrida para o McDonald’s porque também somos humanos. Podem gargalhar, eu deixo.
Quarta, dia 6: O dia que meu grupo de Comunicação Integrada se juntou para o gravar os áudios do trabalho final da matéria. Como o meu grupo seguia o tema de Comunicação em Rádio, aproveitei a chance para roubar a cena. Mas, realizando as gravações em grupo, eu mal sabia que no dia eu teria que executar ao vivo, pois o sistema de som falharia. Pois bem… Mas nesse dia fizemos uma gravação bacana, simulando o áudio do milésimo gol do Romário. Eu narrando em alta qualidade, e as meninas do grupo (só havia eu de homem, haha) interpretavam as repórteres e as âncoras. Minha narração foi priceless. No momento que antecedia o pênalti, improvisei várias boçalidades com viés de entretenimento. ‘E Romário já toma distância para a cobrança. Romário, o mito! Romário, o deus! Romário, o homem! Romário, o herói de 94! Magrão diz que vai pegar, mas o baixola é chapa quente’. Entre outras improvisadas, ficou engraçado. As meninas do grupo desataram a rir. A Bruna, inclusive teve que se retirar da sala para não atrapalhar a gravação. Eu me empolguei, estava ansioso para que o dia da apresentação chegasse.
Quinta, dia 7: Ainda sobre o mesmo trabalho de Comunicação Integrada do dia anterior. Dessa vez havia tomado um aspecto mais individualista. Fui até a Rádio Câmara bater um papo sobre rádio com o Jairo Ribeiro, vice-diretor da rádio. Realmente foi uma conversa de um pouco mais de uma hora bastante agradável aonde aprendi muito sobre este, que é o melhor meio de comunicação. Só não preciso entrar em detalhes aqui.
Sexta, dia 8: Após essa maldita aula de Comunicação, os quatro big fellas que haviam ido ao zoológico comigo no mês anterior após uma aula apareceram novamente para outro passeio. Dessa vez partimos para um almoço no BK do shopping recordista de suicídios da cidade. A pleasant afternoon, eu diria.
Sexta, dia 15: Finalmente chega o dia da apresentação do trabalho de Comunicação Integrada. Eu mais empolgado que o Zé Boteco (entender Zé Roberto) nos tempos de Botafogo, achando que os meus áudios seriam um sucesso. Ok, a apresentação começa e eu fico delongando explicando o histórico do rádio no Brasil e no mundo. As meninas complementam com a profissionalização, vantagens e desvantagens, etc. Mas eu queria saber mesmo era da hora da verdade. As simulações propostas. A gravação da propaganda, do problema que era solucionar uma falha de uma narração de um jogo de futebol (por isso tinha me gravado narrando o milésimo do Romário) e as minhas vinhetas, é claro. Todo discípulo do Alexandre Tavares tem as vinhetas como seu carro-chefe. Porém (ai, porém), o som da sala falhou. ‘Oh, boy…’, pensei. A professora disse que não havia problema, que ela ouviria os áudios e os avaliava em casa. Eu começava a me frustrar, queria compartilhar com os coleguinhas. Até quando um dos colegas mais próximos, o Matheus, vulgo Bocão (sempre ele!), diz: “Ah, bicho, faz ao vivo aí. Você que é o maior metido a locutor”. ‘Eu fazendo uma propaganda sonora ao vivo? Não sou eu que faço publicidade (ele fazia)’. Relutei, mas para acabar com minha frustração teria que fazer ao vivo, no improviso. Ao vivo é sempre mais complicado. Então eu estava lá sentado diante de uma turma inteira me olhando. Tinha que produzir, precisava adquirir concentração. E foi rápido… Fechei os olhos, tapei os ouvidos… E BAAAAAANG! Saiu perfeitamente em 30 segundos. Quando terminei só vi todo mundo rindo. É engraçado, não dá para planejar nada. O produto, a descrição, tudo veio no momento. É como o Clarence Clemons, saxofonista da E Street Band disse uma vez sobre o seu solo de sax em Secret Garden: “Você não pode fazer um plano. É algo que já está pronto na atmosfera e só flui. E tudo dá certo porque você está focado. O ritmo está certo, a harmônica está certa, tudo está certo, e a coisa só flui”. O pessoal gostou tanto que pediu até para eu refazer para filmarem. E eu até hoje nunca tive acesso ao vídeo. Gravar para que, não é? Quem sabe faz ao vivo, e o Coelho sabe.
Sexta, dia 22: Estava em casa nesta noite de sexta-feira assistindo os Playoffs da NBA na ESPN. Já estava nas fases de finais de conferência. Meu time, o Dallas Mavericks, já havia sido eliminado na semana anterior para o Denver Nuggets. Aqui eu estava assistindo ao segundo jogo da série melhor de sete jogos da final da Conferência Leste entre Orlando Magic e Cleveland Cavaliers. Esse segundo jogo da série foi completamente inesquecível. Ainda tenho uns calafrios só de lembrar. O jogo acontecia na Quicken Loans Arena, em Cleveland, Ohio. O time dos Cavs já havia sido derrotado na primeira partida, também em casa, por 107x106. Nesse segundo jogo, perdiam por 95x93 até quando faltava um segundo para o término partida. O Cavs tinha a bola na cobrança de lateral. O lateral foi batido na mão do LeBron James que ao receber a bola arremessou dos três pontos e cravou. UAU! O Everaldo Marques, narrador da ESPN, foi ao delírio: “CEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEESTA DO LEBRON! E OS CAVS VENCEM!”. Eu aqui de casa gritei. Foi uma bola de outro mundo, sensacional. Depois demorei umas duas horas para poder dormir depois, adrenalina a mil. E olha que não era nem meu time que estava envolvido. O Cavaliers posteriormente viria a perder a série por 4x2, mas esse momento foi uma coisa indescritível. Foi uma maravilha ter visto ao vivo.
Domingo, dia 24: Nesse dia fiquei sabendo que na minha universidade aconteceria no dia seguinte uma palestra do jornalista Ricardo Noblat, um dos maiores nomes da área no país, com o devido mérito. Inclusive indico o livro A Arte de Fazer um Jornal Diário, de autoria do mesmo, para todos aqueles que se interessam pelo assunto. Enfim, eu não era um dos maiores admiradores dele na época, e ainda não continuo sendo, apesar de não ter nada contra. Eu escrevi no post desse mesmo dia (24 de maio) algo que se eu pudesse fazer diferente, eu com certeza o faria. É a velha história de você após sete meses olhar o que você produziu naquele período e não ficar satisfeito, que não era como você sentia na época. Não sei como, mas o Noblat nesse mesmo dia acabou parando aqui neste blog, lendo e comentando no post. De primeira, não acreditei. Porque ele assinava o comentário como anônimo. Achava que era o Daniel me sacaneando. Mas no dia seguinte eu descobriria que realmente era o Noblat em pessoa o autor do comentário. Pessoalmente, eu gostei. Finalmente alguém de renome passando por aqui após algum tempo. Mas… Olhando hoje aquele post, eu definitivamente não escreveria aquele texto, não daquela maneira. E talvez por isso ele não ele seria redirecionado aqui. É a velha história de que com o tempo você vai progredindo, é a tendência natural das coisas. Vai saber… Apesar que eu não me arrependo do texto publicado, só preferia não tê-lo feito daquela forma.
Segunda, dia 25: E a Semana da Comunicação tendo seu início na universidade. Para que fui para aquela oficina de Rádio Web? Perdi umas três horas preciosas da vida com algo não foi nada proveitoso para mim. O lado positivo é que não teria aula durante os cinco dias, mas teria de me preparar para a maratona de resistir ficar na universidade durante cinco dias nos três turnos. Não sei porque, mas eu que me escalei assim. Uma voz no meu inconsciente me dizia: ‘manééééé!’ E hoje percebi o quanto imbecil eu fui na época. Fazer o que, o tempo já se foi. Mas na parte da noite a então palestra do consagrado jornalista estava em vias de acontecer. Cheguei no auditório cedo. Fui junto com o Samuel, outro colega para me auxiliar lá no drible dos populares. Eis que nem precisei desse subterfúgio, e explico. A palestra ia se desenrolando, e eu atento a cada palavra que o Noblat dizia. Afinal, é sempre uma oportunidade aprender com quem já trilha o caminho que você almeja há décadas. Porém (ai, porém), em um determinado momento ele faz uma leve pausa no conteúdo e pergunta para o auditório: “Alguém aí se chama Coelho?” ‘Oh, God…’, pensei. Ainda relutava em estender o braço pois pensava que poderia ser uma leve coincidência. E também com um auditório lotado poderiam ter outras pessoas com este sobrenome que é deveras comum. Então ele adicionou: “É… Isso mesmo. Um Coelho aí que tem um blog’. ‘Oh, God… That’s me!’, pensei novamente. De repente eu falo baixinho para o Samuel que estava sentado na cadeira ao meu lado: ‘Putz, Samuel… Sou eu!’. “Sério? Levanta o braço então, ora!”. Então estendi o braço, ele me viu e disse: “Depois a gente conversa lá fora”. Até que foi bacana ser citado assim. O que não foi bacana foi eu ficar tendo sido observado por todo o auditório durante uns 30 segundos. Após a palestra, até que rolou uma conversa legal de uns cinco minutos, e olhe lá. Ainda gravei no gravador apenas como registro. Todavia, tudo isso foi fruto do post feito aqui no blog no dia anterior. E olha que se eu pudesse fazer diferente, eu faria. Tudo bem que obtive sucesso no que eu queria, mas não precisava agir dessa maneira. No way. Boas lembranças desse dia.
Quarta, dia 27: E eu monitorando a desprezível exposição da Carmen Miranda nos três períodos, inclusive o da tarde em que a universidade é deserta. Além do Coelho aqui, só os outros dois colegas, Guilherme e Douglas, monitorando o ambiente. E ninguém visitava mesmo a exposição. E a Mariana, a única menina que estava monitorando com a gente havia acabado de ir embora. Rá! Imagine a cena: três homens monitorando uma exposição numa sala que ninguém vem visitar. Sendo que nessa sala havia um projetor enorme. E lembrando que esse era o dia da final da UEFA Champions League. Yes! Não deu outra. Vamos ver a final. Manchester United contra o Barcelona. E como foi bom matar duas horas de serviço assistindo um grande jogo de futebol. E time catalão levou a melhor sobre os ingleses. Se bem que isso pouco importava.
JUNHO:
Segunda, dia 1º: Chego na universidade bem cedo. Enquanto isso, estou no carro ouvindo a Bandnews FM, o programa do Ricardo Boechat, enquanto não dá a hora de ir para a sala. Ao ouvir, sou informado de que um avião da Air France, o voo 447 decolava do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o popular Galeão, lá no Rio, com destino ao Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, em Paris. Até aí tudo bem. Duro foi ouvir que o avião enfrentou uma forte tempestade e acabou se chocando com o mar, sem deixar sobreviventes. Foi horrível. Era só o princípio do caso que ia tomar todas as páginas, notas, sites, capas de todos os veículos de comunicação do Brasil, França e do mundo. Certamente algo triste. Difícil de ouvir. 228 vítimas. O pior é você estar nessa situação e não ter o que fazer para tentar se salvar. ‘Oh, God…’ Isso é terrível só de pensar.
Quinta, dia 4: Me recordo muito bem que era a véspera da prova de Comunicação Integrada. Ufa, o semestre estava acabando. Lembro que na noite desse dia resolvi acompanhar meus pais numa sessão que aconteceria no Grande Oriente do Brasil. Eu não pretendia ficar lá até altas horas da noite, pois queria chegar em casa cedo e poder ter uma boa noite de sono para não me atrapalhar na prova da manhã seguinte. Então… Ao chegar lá, saudei o pessoal e me retirei para o estacionamento, para aguardar enquanto a sessão terminava para o coquetel que seria servido posteriormente. Resolvi ficar aguardado sozinho no parking lot, o popular estacionamento, pois como não era íntimo com ninguém ali, não teria muito o que conversar. E lá estava, sozinho no estacionamento aguardando. Olhava para o céu escuro de estrelas. Era uma semana de tristeza global. Afinal, estava todo mundo chocado devido ao acidente envolvendo o avião da Air France. Olhando as estrelas e imaginando algumas situações hipotéticas ali. Subitamente eu estava despertando uma sensação de alívio por aquelas pessoas que você tanto estima não terem sido vítimas de tal tragédia. E você sente tanto a falta de uma pessoa que, assim que ocorre um sinistro como esse e você se vê numa situação como a minha, sozinho num estacionamento, tudo o que você é quer fazer é ligar para ela e dizer o quanto você estima, o quanto é querida e o quanto você sente a sua falta. E você liga, religa, tenta inúmeras vezes… E em todas o celular cai em caixa de mensagem. ‘Come on, G-Man. Oh, girl, answer the phone’, eu pensava. Paralelamente as minhas tentativas frustradas de ligação, sou informado de que a sessão do Grande Oriente se estenderia por tempo indeterminado. Com o avançar da hora, me vejo obrigado a retornar à minha residência. Afinal, teria que encarar uma prova na manhã seguinte, precisava do corpo descansado. Minha frustração então foi dupla. Nem deu para ficar para o coquetel também. Retorno ao meu carro, ligo o som tocando Drive All Night, do Boss, e a última coisa que me atento é o trânsito, algo pouco recomendado, diga-se. E quando eu percebo, o que demorou um pouco, eu estou aos prantos. Fruto da magia do compositor em sua obra juntamente com minhas frustrações daquela noite. Além disso, depois também percebo que, fruto da minha desatenção, eu errei o caminho para casa. Sim, eu viria a chegar em casa, mas depois de ter dado uma volta muito maior.
Sexta, dia 5: Dia que o El País publicou aquela série de fotos do premiê italiano Silvio Berlusconi com as companhias femininas fazendo topless. Nudez generalizada, uma festa. Porém (ai, porém), as fotos eram de dentro da mansão do primeiro-ministro, e foram tiradas pelo fotógrafo Antonello Zappadu. Mais uma vez cai naquele argumento que sempre apresento aqui, e que os “gênios” da imprensa nunca se dão conta. Sempre ressalto que o fato da pessoa ser pública não significa que sua intimidade seja pública. Não que com isso esteja querendo defender o Berlusconi, até porque ele já provou que não é digno de respeito algum. Berlusconi alegou que as fotos constam como invasão de privacidade, e por isso processou o fotógrafo. Eu entendo um pouco dessa legislação. Como as fotos foram tiradas de dentro (eu disse dentro) da casa do premiê italiano, isso consta como invasão de privacidade. Mas fazer o que quando o estrago já foi feito? Só tentar conseguir ter seus direitos e ressarcimento, não é? Enfim… Após todo esse escândalo, Berlusconi afirmou que as fotos tiradas em sua casa eram cenas completamente normais. Well… Eu não acho normal um homem circular nu pelo quintal de casa, com direito a jovens moças fazendo topless na piscina uma cena normal. Não é uma cena comum, pelo menos no Brasil. Uma vez que a privacidade dele foi invadida, tecer comentários de suas declarações pífias não faz mal, não é verdade? Não acho certo o que o fotógrafo Zappadu fez, mas de certa forma fiquei feliz pelo acontecimento. É como o George Orwell dizia em sua magnum opus 1984: “ninguém escapa dos olhos do big brother”. Bem feito para esse calhorda infeliz. O velho pilantra italiano.
Sábado, dia 6: Mal sabia que aquele seria o dia que eu tomaria a minha primeira (e única) multa até o momento como motorista. E o pior… Foi a velha e boa canetada. Putz… Só eu consigo! Tem que ter muito azar para ser multado por causa de faixa de pedestre. E eu nem tinha visto o agente do DETRAN na hora. Só sei que quando a notificação chegou duas semanas depois reparei que havia sido multado na manhã desse sábado voltando da universidade. Maldita aula de sábado! Poxa, e era minha última aula de Leitura e Produção de Textos. Nunca mais teria aula aos sábados depois disso. Maldito azar.
Domingo, dia 7: Nesse dia havia acordado com uma empolgação de manhã. Tudo porque queria estava animado para ver a final de Roland Garros. Com o Nadal fora, estava na expectativa que essa seria a hora do Federar finalmente conquistar o aberto da França, o único Grand Slam que ela não possuía. E foi uma vitória tranquila sobre o sueco Robin Söderling, por três sets a zero. E não desmereçam a vitória do deus do tênis pelo fato do Nadal não ter sido o oponente na final do torneio. O espanhol havia sido eliminado para este mesmo Robin Söderling nas quartas-de-final. Com esta vitória em Roland Garros, Federer se igualava ao americano Pete Sampras, com 14 títulos para cada um. Mas vale lembrar que Federer já conquistou todos os quatro Grand Slams, enquanto Sampras nunca venceu Roland Garros. Sou muito fã do Federer, rá! Quem não é? Qualquer um que goste do tennis jogado em seu mais alto nível é fã do suíço. Com certeza o melhor tenista de todos os tempos.
Quinta, dia 11: Feriado de Corpus Christi. Minha cidade é daquelas que não tem muitos programas. Contudo, neste dia aconteceria o primeiro jogo das finais da série melhor de cinco jogos do NBB entre Universo e Flamengo. Pensei: ‘Vou para o jogo!’. E fui. Mas dessa vez como tinha me decidido em cima da hora, não chamei nenhum big fella para me acompanhar. Peguei o Fox 60 e me mandei para secar os urubus. Putz… O jogo foi muito bom, mas no final o Flamengo venceu e abriu 1x0 na série. Marcelinho desgraçado acabou o jogo, risos. Paralelamente a isso, as finais da NBA, a série melhor de sete jogos entre Orlando Magic e Los Angeles Lakers já estava em andamento, e neste dia acontecia o quarto jogo da série. O Lakers liderava a série por 2-1. O jogo estava espetacular desde o início bom. Vamos para o final que é o que interessa. Restando 11 segundos, Magic liderando por 87x84, com seu melhor jogador, Dwight Howard, na linha de lance livre, precisando converter apenas um deles para tornar o jogo em duas posses de bola. Então o Lakers usou seu último pedido de tempo. Optaram por repor a bola da sua quadra defensiva, para ter mais espaço. Bola no Kobe Bryant, que sob dupla marcação, passou a bola para o Trevor Ariza, que por sua vez mandou a bola para o Derek Fisher no perímetro direito. Fisher deu um corte seco no Jameer Nelson, seu marcador (que o marcava muito mal, diga-se), e manda a bola de três certeira. Detalhe: foi de muito longe. Everaldo Marques na ESPN narrou: “CEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEESTA SENSACIONAL DO DEREK FISHER! O LOS ANGELES LAKERS VAI LEVAR PARA A PRORROGAÇÃO!”. É muito fácil falar depois do acontecido, mas acho que o Kobe Bryant dificilmente faria essa bola. Vale lembrar, Kobe é um gênio e pode fazer qualquer tipo de cesta que você imaginar. Mas só acho que ele não faria essa. Tanto é que a jogada foi armada para o Fisher. É uma jogada que o Phil Jackson, técnico do Lakers, possui em sua cartola há muito tempo. Tanto é que o Kobe foi o primeiro a pegar na bola para atrair a dupla marcação, criando jogadores livres. Soltando no Ariza que soltou no Fisher. Quem viu… E eu vi com atenção, vai se lembrar. Quando o Fisher recebe a bola, ele nem olha para ver onde o Kobe está na quadra, o que já prova o que a jogada não foi armada para o astro do Lakers definir. O Fisher só dá o corte no Nelson e manda. Mérito total do Lakers. Tinha visto algo parecido no documentário do Spike Lee sobre o Kobe Bryant, intitulado Kobe Doin’ Work, que o time do Phil Jackson é tão entrosado que sabe onde cada um está mesmo sem olhar uns aos outros. Fisher ao receber a bola já sabia que o Kobe estava bem marcado. Não hesitou em arremessar. Afinal, a jogada foi armada para ele. Bem… O jogo ficou empatado e foi para a prorrogação, onde o Lakers tomaria conta e venceria, abrindo 3-1 na série. No jogo seguinte, o Lakers venceria novamente, dessa vez com facilidade por 99x86, fechando a série em 4x1 e conquistando o seu 15º título da NBA, o primeiro desde 2002.
Sexta, dia 12: Pela manhã, estava na universidade prestigiando a apresentação da AC Company, hahaha, que demais! Muito bom ver os coleguinhas atuando, mostrando um ambiente de assessoria de comunicação. “Caraca, Dimitri, tu viu que gostosa a nova estagiária?”. “Oh, belíssima, belíssima! Mas ela tem que tomar cuidado com essas novas… (e ria)”. Muito bom esse diálogo. Fora isso, também pela noite era o dia do jogo sete da série melhor de sete jogos das finais da Stanley Cup entre Pittsburgh Penguins e Detroit Red Wings, que repetiam a final de 2008. Vale lembrar que no ano passado o Red Wings se sagrou campeão vencendo a série em seis jogos. Mas esse ano, o final seria diferente. Bem… A NHL não é transmitida mais para o Brasil desde 2004. Então, para quem aqui é fã do hockey, a solução é se virar na rede e achar onde assistir os jogos. Eu não queria perder o jogo decisivo por nada nesse mundo. Pois bem… Achei um canal que estava transmitindo o jogo via SopCast, um programa para assistir canais gringos via internet. Bem… Era o jogo sete, que estava sendo disputado na Joe Louis Arena, em Detroit, Michigan. Cada time havia vencido as suas três partidas como mandante. O último jogo acontecia em Detroit devido aos Red Wings terem feito melhor campanha na fase de classificação. O jogo corria, o primeiro período foi tão físico e tenso, que não ocorreram gols. Já no segundo período, o herói do título do Pens começava a dar suas caras. Um time que tem jogadores jovens e com um talento absurdo como Sidney Crosby e Evgeni Malkin, você sempre espera que um desses rapazes vai roubar a cena. Mas não foram as estrelas do Pens que brilharam naquela noite. Brilhou sim a estrela de Max Talbot, que marcaria dois gols em favor dos Penguins. Talbot não é nenhum craque do hockey mundial, como os seus dois companheiros citados, mas aqui guardaria seu nome no história do Penguins. No terceiro e último período, o Red Wings diminuiria com o gol de Jonathan Ericsson restando um pouco mais de seis minutos para o fim do jogo. O Red Wings faria uma pressão, mas o goleiro dos Pens, Marc-André Fleury roubaria a cena com importantes defesas. Uma inclusive restando cinco segundos para o fim do jogo que foi uma defesa de outro mundo de tão espetacular que foi. Mas foi um jogo espetacular. Aliás, uma série incrível. Assisti os sete jogos. Bem… Não foi o meu Calgary Flames que se sagrou com campeão, mas fiquei muito feliz pelo título do Penguins em homenagem ao meu amigo Luiz Pedone, o popular Molson, o maior torcedor do Penguins do Brasil, quiçá, do mundo. O Pittsburgh Penguins faturava o seu terceiro título de Stanley Cup, interrompendo um jejum de 17 anos, pois seu último título havia sido em 1992.
Segunda, dia 15: Meu colega Samuel havia me chamado para ir no cinema assistir o filme A Mulher Invisível com ele após a nossa terrível aula de Metodologia Científica. Eu mesmo queria assistir o então filme novo da Julia Roberts, intitulado Duplicidade (Duplicity), um que ela co-estrelava com o Clive Owen. Ok, então fomos para o shopping mais longe do universo, e assistimos o filme. Eu mesmo gostei porque o Selton Mello é muito showman, me rendeu altas gargalhadas. E a Luana Piovanni é “beeeeeeem!” (gíria do Rock Bola, quem escuta sabe o significado), nas telonas é melhor ainda. Enfim, mas tinha feito um trato com o Samuel que topava assistir A Mulher Invisível, mas a gente teria que voltar na quarta-feira para assistir o filme com a Julia Roberts. Ele topou. Bem… Após o filme, ainda no shopping, passamos na livraria. Fui na seção musical. Lá encontrei o DVD Rockin’ Live From Italy/1993, do Bruce Springsteen sendo vendido por R$16,90, e também encontrei o CD Born in the U.S.A., de 1984, também do Boss. Este estava custando R$ 19,90. Só tinha dinheiro para comprar um dos dois. Optei pelo DVD, até porque era DVD e ainda era mais barato. Porém (ai, porém), como eu ia voltar ao shopping na quarta-feira, só fiquei na esperança que ninguém comprasse o CD (só havia um) até lá.
Quarta, dia 17: Sim, assisti Duplicidade (Duplicity). Julia Roberts impecável como sempre. E para o meu alívio comprei o Born in the U.S.A.. O melhor que podia acontecer veio de noite, quando liguei o TV e descobri que este havia sido o dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Acho que eu e o Toni Platão fomos os caras que mais ficaram felizes e que mais tiraram onda com esse decreto. Eu ainda viria me envolver em muitas confusões na universidade. Eu cheguei a ser mal olhado pelos “veteranos”. Veterano que nada, a nomenclatura correta para esse estágio em nível superior é junior e senior, que correspondem ao terceiro e ao quarta ano de universidade, respectivamente. Só por curiosidade para quem não sabe: o primeiro ano é denominado freshman (e não calouro como os imbecis daqui chamam) e o segundo é chamado sophomore. Enfim… Eu viria a me envolver em muita confusão na universidade por causa desse detalhe. Acho que era o único estudante de jornalismo lá que era a favorável a decisão. E o pessoal aproveitou que eu era freshman na época para cair em cima com mais vigor. Reserva de mercado é casa do *******! Não posso digitar aqui. Só babaca e mal intencionado defende essa porcaria. É… Vivemos na terra aonde se criou a desculpa que o estudo é o que forma as pessoas. As pessoas fazem faculdade para ter um curriculum bom, e não porque saber é fundamental para ser melhor como indivíduo. As pessoas não entendem que ninguém diminui a importância de ter conhecimento, e sim que no caso não é preciso ter conhecimento específico para a função. Bom… Não vou ficar argumentando aqui, é só uma retrospectiva. Escrevi, debati e comentei a respeito em vários lugares na época. Só sei que quando o decreto do STF saiu eu fiquei ouvindo I’m Goin’ Down, do Boss Springsteen, durante umas duas semanas. Para aludir a frase-título com a queda da obrigatoriedade. Imaginando que o I’m Goin’ Down fosse uma referência a exigência do diploma ter caído, ou seja, ter ido goin’ down, risos.
Domingo, dia 21: As finais do NBB ainda não haviam terminado. O Flamengo liderava a série melhor de cinco jogos por 2x1 sobre o Universo. Era o dia do quarto jogo da série. Dessa vez, chamei os fellas Alexandre e João. Fomos para o jogo torcer para o time da torcida de aluguel. Felizmente para a nossa alegria, o jogo seria decidido na prorrogação, mas o Universo venceria e levaria a decisão para o último jogo, na semana seguinte. Infelizmente no último jogo o Flamengo venceu e se sagrou campeão. Mas eu curti ir nos dois jogos das finais que pude.
Quinta, dia 25: Estou na internet todo feliz ouvindo o álbum Darkness on the Edge of Town, de 1978, do Boss, que havia achado para download em uma comunidade do Orkut. Enfim… Estava escutando a música Prove it All Night, a nona faixa do disco, até quando minha amiga estudante de Publicidade e Propaganda, Bruna, aparece no messenger e me dá a notícia bombástica. “Cara… Michael Jackson morreu”. ‘WHAAAAAAT?’, eu pensei. Dei stop no CD do Boss, fiquei chocado no primeiro momento. E na hora que ela me falou nem o Los Angeles Times tinha anunciado a morte dele ainda. Foi um furo de reportagem completo, risos. ‘Bruna, você deu o furo!… OOOOOPA, sem interpretar mal, furo de reportagem’, eu disse. Ela espalhando a notícia em primeira mão e eu que sou o postulante a jornalista desligado do mundo. Leo Coelho OWNED by Bruna nesse dia. Quanto à notícia, foi a morte de um grande artista. Verdade que eu não era fã do cidadão, mas reconhecia a sua grandeza no cenário mundial. E para sempre Prove It All Night ficaria marcada como a música que ouvia quando soube da morte da Michael Jackson. Toda vez que escuto irrompem involuntariamente as lembranças desse artista que eu desprezava. Ah, terrível uma música excelente do Boss ficar estigmatizada em mim dessa maneira.
JULHO:
Sexta, dia 3: O dia em que vi o fantasma de Tom Joad pela primeira vez na vida. Impressionante. 70 anos se passaram desde que John Steinbeck escreveu As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath); 69 anos se passaram desde que John Ford filmou o filme homônimo ao clássico citado de Steinbeck; 14 anos se passaram desde que o Bruce Springsteen havia lançado seu álbum The Ghost of Tom Joad, inspirado no filme do John Ford, que havia sido inspirado na magnum opus de John Steinbeck. Bote na conta. Esse foi o intervalo que eu levei para encontrar os lampejos de Tom Joad na sociedade. Bem vindos à nova ordem mundial. Seja vendo homens caminhando ao longo da estrada de ferro; as refeições de sopa quente num acampamento debaixo da ponte. Seja na fila para o abrigo que se estendia até o fim da esquina; ou nas famílias que dormiam em seus carros, sem casa, sem trabalho, sem paz, sem descanso. Em todas essas situações, o fantasma de Tom Joad estava lá, se fazia presente. Um dia Tom disse para a sua mãe: “Mãe, onde houver um policial espancando alguém; onde houver um recém-nascido faminto chorando; onde houver uma luta contra o sangue e ódio que pairam no ar… Procure por mim, mãe, estarei lá. Onde houver alguém que lute por algum lugar para viver; ou por um emprego decente ou uma mão amiga; onde houver alguém lutando para ser livre… Olhe nos olhos deles, mãe, e verás a mim”. E eu estava lá, presenciando a rodovia que estava viva aquela noite, mas ninguém engana ninguém para onde ela iria. Estava lá sentado à luz da fogueira de um acampamento, com o fantasma do velho Tom Joad.
Sábado, dia 4: Fiquei chocado quando vi a notícia na ESPN que o ex-QB (quarterback) do Tennessee Titans e do Baltimore Ravens, o grande Steve “Air” McNair havia sido assassinado em Nashville, Tennessee, em sua casa, por tiros de revólver disparados por sua amante, Sahel Kazemi, que após atirar em McNair se suicidou. Poxa, McNair tinha 36 anos. Havia se aposentado em abril do ano passado. Foi um dos grandes QBs que eu vi jogar. Certamente um dos melhores jogadores da NFL nos últimos vinte anos. Fiquei triste. “Air” McNair era um craque. Eu sempre cito aquele Super Bowl XXXIV, realizado no ano 2000, que foi o primeiro e o melhor Super Bowl que eu já vi até hoje, aquele St. Louis Rams contra o Tennessee Titans. O Titans, time do McNair, perdeu aquela decisão para o fantástico time do Rams, que continha o maior ataque que eu já vi na vida com Kurt Warner, Marshall Faulk, Orlando Pace, Torry Holt e Isaac Bruce, só para citar alguns nomes. Ainda assim, mesmo com a derrota, o que o McNair havia feito naquele jogo eu jamais esqueceria pelo resto da vida como fã de football, e foi logo no primeiro Super Bowl que assisti. A campanha em que McNair conduziu o time do Titans em mais de 80 jardas no minuto final daquele Super Bowl de 2000 foi de arrepiar, principalmente aquele passe que colocou o Titans pela primeira vez na redzone. E o título dos Titans acabou ficando por uma jarda, literalmente. Afinal, o WR (wide receiver) do Titans Kevin Dyson foi derrubado na linha de uma jarda pelo LB (linebacker) Mike Jones, do Rams, encerrando o jogo. Ainda assim, foi um grande momento. Foram tantas jogadas e movimentos que pude apreciar que, ainda hoje com quase seis meses passados da tragédia, pensar nele morto, baleado, é praticamente surreal. Mundo estranho. Triste.
Domingo, dia 5: Acordei animado para ver a final masculina de Wimbledon entre Roger Federer e Andy Roddick. Todo mundo esperava mais uma vitória tranquila do Fedex. Afinal, Roddick é o seu freguês favorito. Tudo bem que o suíço acabaria vencendo de qualquer forma, mas o que tivemos foi uma sensacional batalha de cinco sets intermináveis. Um dos dois melhores jogos de tênis do ano facilmente, juntamente com a final masculina do US Open que viria acontecer dois meses depois. Roddick demonstrava uma postura completamente diferente de seus jogos passados contra o Federer. O americano começou vencendo o primeiro set com autoridade, 7-5. O tiebrake do segundo set foi o único lampejo que ele teve no jogo do velho Roddick, e acabaria custando caro mais na frente. Roddick foi inventar de fazer um voleio bizarro, ridículo, que acabou não funcionando, e custou caro. Porque qualquer um sabe que um 2x0 é completamente diferente de 1x1, principalmente quando seu adversário é Roger Federer. Você nunca pode dar a chance para o azar. Entretanto, Roddick continuou surpreendendo e não se abalou. Continuou fazendo jogo duro; trocando bolas em rallys longos. Logo ele que é sempre conhecido por ser afobado e querer definir os pontos de forma rápido, o que acaba provocando muitos erros não forçados de sua parte. Naquele dia isso não estava acontecendo. É verdade que o americano perdeu o terceiro set. Todavia, foi buscar e venceu o quarto. No quinto e decisivo set, Federer precisou vencer 16 games para vencer no último set o americano, 16-14 no quinto set, conquistando o seu sexto título de Wimbledon. Além disso, Federer conquistava o seu 15º Grand Slam, superando a marca do Pete Sampras, 14, e se isolando definitivamente como o maior campeão do tennis mundial. É verdade que houve momentos na partida em que desejava que o Roddick vencesse, pela maneira como tinha se apresentado. Mas Federer falava mais alto, a grandiosidade do gênio fez a diferença. E que título. E que bom foi poder ter visto tudo desde o início até seu desfecho.
Quinta, dia 16: Após longos meses, o America voltava jogar. Coisa que não acontecia desde abril de 2008. Era o início da vitoriosa caminhada de volta rumo à Série A do Carioca. Nesse dia, teríamos pela frente um jogo em casa contra o Bonsucesso, com transmissão da TV e tudo o mais. Estreia é sempre complicado, mas aos dez minutos o goleiro do Bonsucesso tratou de ser expulso. Detalhe: o goleiro reserva deles estava com problemas na documentação e não pôde ser relacionado para o jogo. Improvisaram um atacante lá. Gil Bala foi para o gol, que bizarrice. E o curioso que no primeiro tempo ele fez algumas defesas do ataque do meu Mecão. Mas no segundo tempo, quando o Gerson abriu o placar o America, a porteira abriu. Depois vieram o segundo, o terceiro e o quarto gol. 4x0. A nação americana feliz. Eu feliz, Romário feliz, Trajano feliz, Escobar feliz, Tia Ruth feliz… E toda a massa americana, que é sofrida, irradiando felicidade. Entretanto, era só a primeira vitória. Ainda restavam 35 jogos.
Domingo, dia 19: Estou navegando pela internet sem muito compromisso no início da noite, até quando recebo um e-mail da minha amiga G-Man… Oh, God… Espera um pouco. Por que estou chamando minha amiga de G-Man agora? Afinal, ela não torce para o New York Giants (com a graça do bom deus, porque se torcesse não seria minha amiga, risos… I hate ‘em all!). Creio que estou a chamando de G-Man não pelo fato dos desgraçados do Giants, e sim por causa das influências “springsteenianas”. Spirit in the Night, é isso! Aquele verso: “‘Long came Wild Billy with his friend G-Man all duded up for Saturday night”. Mas na canção, G-Man é um homem. A minha amiga, até onde eu saiba, consta como do sexo oposto. Enfim, acho que só estou associando porque a inicial do nome dela é um G. Enfim, estou perdendo o foco. Retomando… Recebi o e-mail da G-Man (acho que a Gabi não vai ficar com raiva. Se ficar, me ferrei, um abraço… Who cares?) onde ela relatava que havia recebido cartas da instituição aonde tínhamos estudados inglês juntos em temporadas passadas, e que isso fez lembrar de como a gente tinha um passado feliz (forçando a barra mode on, se bem que pelo menos eu tinha um passado feliz). Então ela queria marcar um rendezvous, sugeriu até um cinema. RÁ! Adivinhe se eu recusei? Não! E na sexta-feira seguinte, 24, iria estrear Inimigos Públicos (Public Enemies), o filme que mais estava esperando passa assistir no ano. Aliás, eu estava na espera ansiosa desde que o Michael Mann, diretor do filme, havia anunciado que iria filmar um longa sobre a era dos inimigos públicos, aonde protagonista seria o John Dillinger, o inimigo público número um dos Estados Unidos nos anos 30, que acelerou a criação do serviço de inteligência americano após ter sido morto pela polícia. Isso depois de Dillinger se estabelecer como o recordista ibero-americano indoor de fugir das prisões, e dar a volta na polícia. Suas estripulias aceleraram J. Edgar Hoover a criar o FBI, o Federal Bureau of Investigation. E fiquei mais empolgado ainda quando soube que o Johnny Depp que interpretaria o Dillinger, aí mesmo que fiquei louco. O cara perfeito para o papel. Eu mesmo que já havia lido muito sobre Dillinger, inclusive de vez em quando tinha uns lampejos “dillingerescos”, como quase tive no dia da apresentação na primeira de Comunicação Integrada, aonde que por muito pouco quase arruinaria para sempre minha imagem no ambiente acadêmico. Sorte que a voz presente em meu inconsciente me salvou aquele dia. Enfim… Voltando a G-Man (sorry, Gabi), tinha ficado muito feliz pela lembrança. E começava a me animar imaginando que assistiria o filme do Mann junto com a nobre amiga.
Quinta, dia 23:Uma colega da universidade (ô, Adriana) aproveitou o fato de seus pais estarem fora viajando para dar uma festa em sua casa naquela noite. Eu fui convidado. É verdade que eu estava relutando muito em ir porque não conhecia nenhum dos amigos dela, e também porque tinha que acordar cedo no dia seguinte. Teria minha primeira aula do semestre de Editoração Eletrônica (com a graça do bom deus conseguiria passar no final do ano. Obrigado, Mariana) na manhã seguinte. Ainda assim resolvi ir. Antes havia pedido o Daniel me explicar o caminho, uma vez que eu conheço essa cidade muito mal. Achando que ele havia clareado a situação para mim, peguei o Fox 60 e parti. Depois de dar umas quatro voltas na via principal e ter ligado para a Bruna a mesma quantidade de vezes para ela me dizer onde era o local, eu cheguei. Sim, eu cheguei. Ainda havia chegado pouca gente no horário em que aterrissei por lá. Larguei meu carro estacionado na garagem. Quando estou saindo do carro, um outro automóvel, que carregava umas quatro pessoas, estaciona atrás do meu veículo. Quando eu reparo, percebo que um dos quatro que descia desse carro era nada mais e nada menos que meu big fella Vinícius, vulgo Assolan, aquele molambo que tinha ido no show do Iron Maiden. Ele ficou supreso e perguntou: “Mas que diabos você está fazendo aqui?”. ‘O mesmo que você, eu acho. Convidado da anfitriã’, mandei de primeira. “Putz… Essa Adriana conhece o mundo inteiro mesmo…” ele resmungou. E eu em casa fiquei uma hora perguntando ao Daniel para me explicar como chegar ao local. Isso sem contar as várias ligações que tinha feito para a Bruna com o mesmo fim. E esse molambo lá. Nem para o infeliz me avisar que ia. Ok, também pudera… A gente nem sabia que ambos conhecíamos a mesma pessoa. Bem… E mais gente foi chegando, carros estacionando um atrás do outro. E eu querendo ir embora logo, para ir poder para casa dormir, já que na manhã seguinte tinha que acordar cedo. Havia pelo menos uns cinco carros atrás do meu. Estava me segurando para não causar constrangimento. Uma hora o Vinícius percebeu: “Está querendo ir embora, não é?”, indagou. Disse que sim, mas que esperava mais um pouco, já que tirar todos aqueles carros causaria uma pequena bagunça. “Não, não, se precisa ir, tem que ir bem. Vamos ali falar com a Adriana para mobilizar o pessoal e você vai”, disse. Isso realmente foi legal. Ok, os carros abriram espaço, faltava a minha manobra. Vim de ré uns vinte metros e fiz a curva para a direita. Agora era uma subida um pouco pesada, também de ré, para passar o portão estar na rua. Tentei subir com o carro na tranquilidade, mas ele não subia. Então ocorreu aquele velho papo entre o veículo e o motorista, fechei meus vidros. E disse, percebi que o Fox sentia: ‘Alright, big boy; you’re not going up, so we’re gonna do like this. We’ll have to throttle at the highest level… Be ready, ok?!’, e dei um tapinha no carro. Contei até três e disse: ‘Here we go!’ Controle de embreagem, pé embaixo e foi. Do lado de fora, só escutei o Vinícius gritar: “Olha o portão!”. Aí girei volante 75 graus à direita e desviei. Ufa, consegui sair. Depois foi ligar o som no Boss e voltar para casa para ter uma boa noite de sono pela frente.
Domingo, dia 26: Fiquei com uma inveja da Bruna (aquela mesmo que me deu a notícia da morte do Michael Jackson no mês anterior) quando soube que esta data era o aniversário dela. Putz… Eu também queria ter a honra de aniversariar no mesmo dia do mestre Stanley Kubrick, que se estivesse vivo completaria 81 anos nessa data. Após ter saudado a nobre amiga, fui comemorar o aniversário do mestre escrevendo um review aqui mesmo neste blog sobre toda sua obra cinematográfica. Quem quiser olhar é só procurar o post deste dia no arquivo do blog. Depois fui ver alguns filmes do mestre para comemorar. Bela data.
Terça, dia 28: Minhas camisetas bordadas com a foto da capa do clássico CD do Bruce Springsteen junto com a E Street Band, o Born to Run, de 1975, que havia comprado via internet dez dias antes, tinham chegado pela manhã deste dia. Teria primeira aula de Introdução à Fotografia de tarde e já não hesitei em estrear uma delas. Oh, boy… E o segundo semestre do meu ano de freshman começava e eu enfrentava minha primeira aula de Introdução à Fotografia. Eu já odiava fotografia bem antes de começar a estudar. Hoje que concluí a matéria, odeio mais ainda. Mas não menti na apresentação a professora. Já deixei bem claro minha ojeriza à fotografia desde a primeira aula para evitar constrangimentos posteriores. Contudo, por estar inserido em um contexto acadêmico, deixei claro que tinha toda a vontade do mundo em aprender sobre a disciplina e seus pormenores específicos. E acreditem, eu estava sendo sincero, apesar de todo ódio pela fotografia e suas vertentes. É… Amigo, seria um longo semestre.
Quarta, dia 29: Lembra que eu havia falado que minha amiga G-Man (oh, G… Perdão por isso) havia me mandado um e-mail no dia 19 e que até havia me convidado para ir no cinema? Então, esse foi o dia agendado. O dia do rendezvous era esse.Eu animado em poder ver minha amiga mais querida depois de um longo intervalo. E animado também por causa das camisetas do álbum Born to Run, a clássica foto de Bruce Springsteen e Clarence Clemons que foi capa do disco. “A capa”, diga-se. Havia comprado duas camisetas, uma preta e outra branca. A branca já havia usado no dia anterior na universidade. A preta guardei para esse dia. Tudo a ver também. Eu, my dear friend, Bruce e Clarence (podia ter o resto da E Street Band também), não dá para pedir algo melhor que isso. Enfim… Estava na expectativa de que ela chegasse até as 15h45, que seria a última sessão do shopping aonde estávamos de Inimigos Públicos (Public Enemies), o filme em que estava numa ansiedade monstruosa para assistir. Contudo, animação de pobre dura pouco. Recebo um SMS em que ela dizia que teve um pequeno contratempo e que iria chegar uns quinze minutos depois. Eram 15h10. Por experiência, quando alguém diz que vai chegar em quinze minutos, pode ter certeza: só vai chegar em meia hora. Ou seja, adeus Inimigos Públicos naquele dia. Não sabia se ficava alegre ou frustrado. ‘Oh, God… O que será que eu vou ver?’, pensava. Ia deixar escolher, uma vez que não me importava mais mesmo com a questão do filme, na hora só queria saber do rendezvous. Acho que se não rolasse cinema seria até melhor, imagino. Ok, ela chegou, foi uma tarde legal, não vou entrar em detalhes. Só digo que o filme que a gente acabou assistindo foi A Era do Gelo 3 (Ice Age: Dawn of the Dinosaurs). Lembrei de dois antigos professores do ensino médio de artes cênicas que me falaram que eu tinha potencial para ser ator, e comecei o usar. Que entediante foi para mim aquela sala de cinema. Eu tenho uma ojeriza mortal por animações, a única das vertentes cinematográficas na qual não demonstro carinho e interesse. Olhava para o lado e a via apreciando o filme. Não podia ficar de cara fechada. Ria, pretendia que estava interessado, apenas para manter o mínimo de respeito. Ninguém tem o direito de interferir na felicidade do outro por causa de seus interesses pessoais. O seu direito termina quando começa o do outro. Sabia disso. Tudo é questão de princípios, e eu ainda os tenho. Mas por dentro, estava me rasgando de raiva (e principalmente, frustração) por estar assistindo uma animação. Até que… Em um determinado momento… Isso deve ter acontecido a partir de uns 45 minutos de filme. Retomando: até que certo momento resolvi não dar a mínima para a Hora do Brasil e começar disparar em alegria. Afinal… Você tinha a melhor companhia que imaginava ao seu lado, não sabia nunca quando a teria de novo (para falar a verdade, esse foi meu último rendezvous com esta), e por que teria que ficar chateado comigo mesmo por estar vendo animação? I mean… Who cares? Isso é tão banal perto do todo. Então comecei assistir como se estivesse vendo um filme do Frank Capra, e aí sim a coisa fluiu. Bela tarde. Um dos meus bons momentos esse ano. Mas eu ainda fui embora com um peso na consciência por não ter visto Inimigos Públicos.
Quinta, dia 30: Chego cedo na universidade e a primeira pessoa que eu vejo é o Guilherme, o fã número um da minha vinheta. ‘NOOOOOTA DEEEEZ’. Quando o vi já saí falando: ‘Putz, Guilherme, estou bolado! Você acredita que ontem assisti A Era do Gelo 3 no cinema com uma amiga minha? E isso porque eu queria ter visto Inimigos Públicos’. Ele surpreendentemente responde: “Ah, cara… Vai dizer que você não se amarrou no Diego?”, perguntou sorrindo. Juro que na hora que ele falou isso só lembrava da G-Man (oh, boy… isso ainda vai dar problemas) rindo daquele tigre. Então disse: ‘É… É verdade’… Putz…
Sexta, dia 31: Não aguentava mais! Esse dia tinha que ser o dia que ia assistir Inimigos Públicos. De tão seco que eu estava não ia convidar ninguém dessa vez para não correr o risco de me frustrar. De manhã tinha aula de Editoração Eletrônica na universidade. Já havia olhado na internet no shopping da cidade e a primeira sessão do filme era as 11h50. Eu torcendo para a aula acabar logo. Para minha sorte a aula acabou as 11h20. Tinha meia hora. Comi um hot dog e fui me dirigindo para o carro às pressas. No caminho sentados estão alguns colegas de Publicidade e Propaganda. Até quando o Matheus e a Muryel me chamam e eu nem fui até eles, só falei de longe. ‘Hoje, não! Hoje não dá! Segunda eu falo com vocês, tchau!’. E segui… Uns cinco metros na frente estava o Marcelo, outro colega de PP. Então digo para ele: ‘Estou indo ver Inimigos Públicos, cara!’. “Aquele com o Johnny Depp?” indagou. ‘Esse mesmo. Vou logo que o filme começa em vinte minutos’. Entrei no carro, botei o Born to Run, e pé embaixo. Cheguei, comprei meu ingresso e fui para a sala. Era a sessão de 11h50. Além de mim, haviam cinco pessoas na sala. Parecia o Engenhão em dia de jogo do Botafogo. Sendo que essas cinco era um grupo de amigos, e eu lá isolado. Até que uma das meninas foi bem simpática e perguntou se não queria me juntar a eles. Bem… Relutei, mas eles estavam com pipoca nas mãos. Então fui. Não aprendi o nome de ninguém, e nem as caras. Aquelas “amizades momentâneas”. E o filme espetacular. Não vou comentar porque tem um review dele aqui no blog feito por mim já. E a seca tinha ido embora. Depois ainda fui na livraria e comprei o DVD Blood Brothers, do Bruce Springsteen & The E Street Band. Dentre os meus DVDs do Boss, esse é o meu favorito. …
AGOSTO:
Sábado, dia 1: Apesar de ser um sábado, foi um full day. No mês passado tinha citado a coleguinha Bruna que fazia aniversário no mesmo dia do Kubrick. Então… Nesse data ela resolveu fazer a celebration durante a tarde deste dia. Porém (ai, porém), eu já tinha uma outra festa para ir de noite. Seria cansativo ficar pulando de um lugar para outro no mesmo dia. Ah, mas quem me conhece já deve saber que final isso tomou. Acabou que, vítima do altruísmo (alguns outros chamam de idiotice. Como queiram), eu compareci aos dois eventos. Quanto à festa a fantasia… Muito bom eu ter me vestido de Alex DeLarge e ninguém ter reconhecido. Achei cômico a cena. E já na madrugada do dia 2, eu e mais quatro colegas saindo da festa para achar um lugar para dormir, e o som do carro ligado na Kiss FM. Isso era às quatro da manhã. E de repente na Kiss começa a tocar Murder Incorporated, do Boss com a E Street Band. Eu dirigindo, e aquela introdução do Max Weinberg na bateria começou a tocar. Eu me supreendi, nunca tinha escutado Murder Incorporated na rádio, uau! Mandei todo mundo calar a boca e subi o volume do som. “You can’t compete with murdeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeer… Incorporated… Everywhere you look now is murdeeeeeeeeeeeeeer… Incorporated!”. Sensacional.
Segunda, dia 3: Eu não esqueço aquela discussão entre o Pedro Simon e o Fernando Collor que ocorreu nesse dia. O pessoal do Pânico que gostou, hahahahahahaha. Era cada semblante que o Collor fazia. Putz… Não tinha como não rir.
Sexta, dia 7: Eduardo Suplicy cantando Father & Son do Cat Stevens em plena sessão no Senado para homenagear o dia dos pais. Aí não dá! Pelo amor… Acabou com a canção, putz… É cada coisa que vejo… Risadas. Além disso, de noite conversava com o Daniel sobre política no messenger (isso não é muito comum). Estava um pouco meio influenciado pelo Oliver Stone (isso é uma boa influência) por ter assistido JFK – A Pergunta Que Não Quer Calar (JFK) durante a tarde. Até que uma hora o Daniel começou a falar do Chávez, e o quanto ele faturava com o fato de armar. Aí lembrando JFK fui pegar algo que confirmasse o que ele falava, e saiu isso aqui: “Mas um dos resultados foi a operação que Cuba passara para o meu departamento como ‘Operação Mangus’. Foi serviço de ‘Operações’. Secretamente baseado no campus da universidade de Miami, que tem a maior agência americana da CIA com verbas anuais de centenas de milhões de dólares. 300 agentes, 7 mil cubanos treinados, 50 empresas de fachada para lavagem do dinheiro lutavam ininterruptamente contra Fidel. Sabotagem industrial, queima de colheita, tudo. Tudo sob o controle do Gen. ‘Y’. O que ele fez foi trazer o equipamento e motivação. E não subestime os cortes de verbas exigidos por Kennedy em ’63. Perto de 52 instalações militares em 25 estados e 21 bases ultramarinas. Muito dinheiro. Sabe quanto helicópteros foram perdidos no Vietnã? Perto de 3 mil. A Bell os fabrica. Quem é o dono? Ela estava quase a falência quando o Banco de Boston pediy a CIA para usá-los na Indochina. E o caça F-111? General Dynamics, de Fort Worth, Texas. Quem é o dono? A verba para a defesa, desde o Vietnã, chega a US$ 100 bilhões. Ainda será gasto o dobro. Em 1949, eram US$ 10 bilhões. Sem guerra, não há dinheiro. O princípio da organização de qualquer sociedade é para a guerra”. E após isso, uma pequena reflexão sobre os valores de vida. Isto é, após um argumento desses, são colocados em jogo todos aqueles valores que você aprende em 18 ou mais anos de vida, em casos simples, quando sua mãe diz para você que brigar não leva a nada. E você se depara então com “o princípio da organização de qualquer sociedade é para a guerra”. E depois de ver, rever, refletir, resenhar, revisar, eu tenho cada vez mais certeza que o Oliver Stone ao escrever este trecho do roteiro estava certo. É, amigos… Mundo de mierda.
Sábado, dia 15: Leonardo Coelho, o “Ragamuffin Gunner” de Lost in the Flood, se encontrou com seu idioma favorito de novo. Resolveu adentrar um curso para obter um diploma estrangeiro de reconhecimento de speaking english. Pensando em voos altos, quis começar a cravar seu nome nas ruas de Cambridge. Ainda está na caminhada, não realizou o feito até agora.
Quarta, dia 19: Quarta era o meu dia de bye (folga, para você que não acompanha NFL e não sabe o significado da expressão) da universidade no meu segundo semestre. Sabendo que iria ser exibido às 8h30 no Cinemax o filme Unidos Pelo Sangue (The Indian Runner), o primeiro longa dirigido pelo Sean Penn, em 1991, estrelado por David Morse e Viggo Mortensen. Este era aquele filme em que o Penn havia se baseado no contexto da esplêndida canção Highway Patrolman, do Boss em seu lendário álbum Nebraska, de 1982. Eu gostei de ver o filme. De qualquer forma, para quem ouvia Highway Patrolman há anos, foi bom ter visto os personagens Joe Roberts (David Morse) e Franky (Viggo Mortensen) na telona. Claro que no filme cada um tinha suas retoques de acordo com as preferências do Sean Penn, e não da simplicidade contida no música do bardo de New Jersey, o senhor Springsteen.
Sábado, dia 22: Como eu fiquei tão puto nesse dia com o Yankees tomando de 14 x 1 do Red Sox. Eu não tinha nem o que falar. Tinha que ter sido o senhor inconsistência do A.J. Burnett no montinho arremessando para a gente tomar essa trolha desse imundos de Boston no Fenway Park. Perdemos uma sequência de cinco vitórias consecutivas contra o Red Sox (quer dizer, Red SUX) por causa dessa lamentável partida. Mas tudo bem, no dia seguinte eu queria ver a forra.
Domingo, dia 23: New York Yankees e Boston Red Sox iriam duelar mais uma vez no Fenway Park, em Boston. Ok, mais um jogo da divisão. E dessa vez iria passar na ESPN. Ou seja, com direito a um Brasil inteiro de audiência. Eu queria muito ver o troco. Ok, o jogo era só às 21h. Enquanto isso, estava no messenger jogando conversa fora com a Muryel. Tudo bem… Quando a hora do jogo se aproximou falei que ia sair, mas não disse que ia ver jogo de baseball. Até porque pouco importa o que eu vou fazer, já que ia sair do messenger. Bem… E o jogo começou. Yankees como era o time visitante já começou no bastão. Derek Jeter era o leadoff man (o primeiro jogador do time a rebater) do Yankees. E no primeiro arremesso já mandou a bola para fora do estádio. Home Run! Já estava vibrando, a mil por hora. Não resisti, tive que entrar no messenger. Coloquei no nickname: ‘DEREK JETER IS GOD!’ e fiquei online. Então a Muryel, que eu estava conversando até sair para ver o jogo, perguntou: “Voltou?”. E eu disse: ‘Não, não. Vim só comemorar o home run do Yankees com o pessoal que está vendo o jogo’. Ela riu. Também não era para menos. Então desliguei o messenger e o computador e estava concentrado no jogo. Estava uma chuva infernal em casa, até que uma faltou luz. Putz grila… No meio do jogo… E faltou bem na hora que o A-Rod (ou melhor, A-GOD!), Alex Rodriguez, estava no bastão. Como eu fiquei bolado. Se tem uma coisa que me deixa com muita raiva é faltar na luz na hora que meu time está jogando. Aí dá raiva.
Segunda, dia 24: E eu acordei de manhã para ir para a universidade e ainda estava sem luz. E adivinha se a luz voltou logo? Não, de manhã eu saí para a universidade e minha casa ainda estava sem luz. Tive que fazer um teste de homem (risos): tomar banho frio antes das seis da manhã. Pior foi acordar sem saber quanto foi o jogo. Tudo que eu queria saber é se o Yankees tinha vencido ou não. Ao chegar na universidade, a primeira coisa que fiz foi sair correndo até um computador para saber se o Yankees tinha vencido o Red Sox. Para minha alegria, vencemos por 8x4. Mas ainda tava frustrado porque o jogo passou na TV e faltou luz quando o jogo ainda estava na segunda entrada.
Terça, dia 25: O Vasco ia jogar aqui na cidade de noite contra o time local. Eu já estava decidido a não ir porque teria aula de Sociologia Geral na universidade de noite. Mas o Daniel (ele nem bacalhau é) ficou perturbando tanto durante a semana que uma hora cedi (sem duplo sentido). Ele me liga no início da tarde, na hora que estou indo passar na casa da Muryel para a gente ir para a aula de fotografia, me avisando que o outro colega nosso conhecia um cara que ainda vendia ingressos sobrando. Avisei para a Muryel que não ia para a universidade ainda. Ia comprar os ingressos primeiro. Cheguei no lugar que estava todo cheio. Não havia um lugar para estacionar o carro, até que tive que apelar para a técnica AGP (Quero te Pegar pelo Colo e te Jogar no Solo. Aprendi ouvindo o Waguinho muitos anos fazendo isso no Rock Bola da Oi FM): ‘Mury, vou largar o carro aqui para comprar os ingressos, qualquer coisa se alguém precisar manobrar você tira o carro’. Ok, eu tinha 72 reais. Os ingressos o cara estava “roubando" por 35 reais. Meu deus, isso foi praticamente uma extorsão. Comprei o meu e o do Daniel e ele só viria a me pagar de volta de noite. Mas, e a dor no coração que deu de sair depois só com dois reais na carteira? Quanto ao jogo… Foi uma pelada. E o Vasco venceu por 1x0.
Sexta, dia 28: Vasco 0 x 2 Ceará em pleno Maracanã. O melhor jogo da série B. Quer dizer, pelo menos foi o mais engraçado. Meu deus… Quanto comedor de farinha no Maracanã! Eu ri demais! HUAUHAHUAHUAU! Dá-lhe farinha!
Domingo, dia 30: Eu me lembro que uns dois dias antes o Daniel tinha dito no messenger que a qualidade dos posts do blog haviam caído nas últimas semanas. De fato, era verdade. Eu já não escrevia mais com o mesmo ânimo e vontade de tempos anteriores. Se bem que aquilo me motivou para escrever o post referente a esta data. Meu aniversário se aproximava, então aproveitei o gancho para criar uma história dotada de verossimilhança. Criei o texto e intitulei como “A história de Little Captain e Bad Scooter”. Aquele que considerei o meu highlight no blog este ano.
SETEMBRO:
Terça, dia 1º: Não, definitivamente não iria comemorar o aniversário do Corinthians. Enfim, nesse dia o meu primeiro ensaio fotográfico de Introdução à Fotografia, que havia realizado na semana anterior, seria avaliado. E foi um lixo. 90% das fotos sem foco, que horror! A professora me mandou refazer. E quem diria. Ao término do semestre, eu ainda seria aprovado na disciplina sem saber fazer foco. Que se dane, não vou ganhar a vida como fotógrafo mesmo. Na parte da noite, a Muryel me informa que eu havia sido selecionado para o time da ‘Produção de Notícias’ da universidade, dizendo que meu nome estava na direção do curso entre os aprovados. De início, não acreditei nela. Até porque quando fiz o texto do processo seletivo havia feito com uma displicência tremenda. Mas ok, o aviso da Muryel só me serviu para criar expectativa.
Quarta, dia 2: Tudo bem, era meu aniversário, mas não estava preocupado com isso. Quarta era o dia que folgava na universidade no último semestre, então estava em casa. Estava em casa curtindo o meu presente de aniversário que eu mesmo havia preparado para mim. Um setlist de apenas 100 músicas do Bruce Springsteen, entre sua carreira solo, com a E Street Band e ao vivo. Foi difícil selecionar apenas 100. Eu gosto muito de muito mais canções que isso. Doeu o coração deixar Devil’s Arcade de fora. Bem… De manhã, enquanto escutava o meu presente, me deparo com uma ligação vinda da universidade. Era a secretária da direção do curso de Comunicação Social me dizendo que eu havia sido selecionado para a ‘Produção de Notícias’ da universidade. É… E a Muryel tinha razão e eu paguei pelo meu ceticismo tolo. Fiquei um pouco chateado comigo. Além disso, a secretária dizia que tinha que estar lá até as 14h para preencher alguns documentos imprescindíveis para me confirmar no time da produção. Oh, boy… Set list interrompido. Peguei o Fox, liguei o som em Born to Run, isto é, pé embaixo e rumo à universidade. É algo impressionante. Eu só consigo correr bastante com o carro ao som de Born to Run. Porque é uma reação gerada pela própria genialidade que é a composição deste ícone do rock ‘n roll. Fora isso, foi um aniversário bem bacana. Pessoal foi muito receptivo na própria universidade. E recebi algumas mensagens felizes que amigos e coleguinhas queridos. E claro, muito som do Boss rolou.
Segunda, dia 7: Independence Day. Não, não. Não é a música do Boss com a E Street Band do álbum The River, de 1980. E sim porque era o dia da Independência do Brasil mesmo. Eu tinha que cobrir o desfile focando a pauta no protesto do “Fora Sarney” para um trabalho acadêmico. Não estava muito animado para isso, mas o que achei bacana foi que a Mariana, aquela que defini antes nessa retrospectiva como a pequenina que possui um jeitinho Holly Golightly “hepburiano” (uma alusão a personagem mais famosa interpretada pela saudosa Audrey Hepburn), ter se voluntariado a me acompanhar. Achei aquilo o máximo. E o dia estava meio nublado. Acordar cedo num feriado é pura sacanagem. Mas com a Mariana ajudando na cobertura foi até mais fácil e proveitoso de se concluir o dever. E aquele desfile abarrotado de curiosos dispostos a assistir. A passeata dos estudantes até que foi bacana, mas quando quiseram anarquizar o ambiente sugeri a Mariana que era hora de ir embora. Para minha sorte, ela concordou. Dia legal.
Quinta, dia 10: E a temporada da NFL finalmente começava. Putz… É um porre a offseason. É a offseason mais longa do universo. Bem… Nesse dia a temporada iria começar com o jogo de abertura entre Tennessee Titans contra o Pittsburgh Steelers, que havia sido o campeão da temporada anterior. O campeão sempre abre a temporada em casa em um jogo de horário nobre. Nesse jogo, o Troy Polamalu, o melhor SS (strong safety) do universo, já começou com tudo. Tudo bem que o Ed Reed do Baltimore Ravens é o melhor FS (free safety) do planeta, mas o Polamalu, por sua vez, é o melhor strong, enquanto Reed é o melhor free. É lindo ver esses dois jogando juntos na secundária do time da AFC no Pro Bowl, o jogo das estrelas da NFL. Na blitz, Polamalu estava sensacional. Cobrindo passes melhor ainda. Fez duas interceptações lindas. E o Steelers venceria aquele jogo facilmente, e eu matava a saudade da bola oval que não voava desde fevereiro.
Sábado, dia 12: Bizarrice na semifinal feminina do US Open entre Kim Clijsters e Serena Williams. Eu nunca vi isso em tennis. Situação: a Clijsters tinha um match point contra a Williams, que estava servindo no game. Ok, o que acontece: a juíza de linha marca um foot foul da Williams. ‘MEU DEUS’, eu pensei! Tem que ter muito GUTS para fazer uma marcação dessas. Principalmente porque era contra a tenista da casa (Williams é americana) que enfrentava um match point contra. Eu nunca tinha visto um árbitro marcar um foot foul no momento decisivo de um jogo, especialmente em semifinal de Grand Slam. Entretanto, a Serena Williams, oh my…Que papelão ela fez. Chegou até a ameaçar a juíza de linha de morte. Cara… Essa eu confesso que nunca vi nem o Marat Safin fazer. HUAUHAHUAHUHU, e olha que tenho muitos anos assistindo tennis. De qualquer forma, a Clijsters venceria de qualquer maneira. E no dia seguinte, na final do torneio, Clijsters venceria tranquilamente a Caroline Wozniacki e faturaria o seu segundo título do US Open, o primeiro tendo sido em 2005. Foi sensacional ela vencer o US Open entrando como convidada, voltando da aposentadoria. Ela sempre foi minha tenista preferida no circuito feminino. Dá gosto ver ela jogar, porque ela é a mais completa nos fundamentos em todo o circuito. Faz de tudo muito bem. Sabe trocar bolas; fazer jogo de fundo; as raras vezes em que ela sobe a rede ela faz muito bem. Além disso, ela tem uma diferença de outras grandes tenistas do circuito que apresentam alguma fragilidade. Seja por não saber sacar, como a Dementieva; por ter a bola leve demais, como a Ivanovic; ou por ser muito lenta, como a Sharapova. Clijsters além de não apresentar esses problemas, bate bem na bola, é ágil, corre muito e até desliza o tênis na quadra dura. Sensacional tê-la visto ser campeã nesse torneio.
Segunda, dia 14: Estava decidido a não ir para o preparatório de Cambridge no inglês de jeito nenhum. Era o dia da final masculina do US Open. Queria ver a qualquer custa o mito Roger Federer fazer história vencendo mais um Grand Slam. Na final ele enfrentaria o argentino Juan Martin Del Potro, que já estava no Top 10 da ATP havia um bom tempo, mas que chegava em sua primeira final de Grand Slam. Lembro que de manhã quando voltava no meu big Fox com a Muryel, havia dito para ela: ‘Putz, Mury… Hoje eu não vou para o inglês nem por decreto. Tenho que ver o Federer fazer história’. E ela: “Ah, cara… Vá para a sua aulinha. Vai faltar para ver macho jogar?”. Senti um requinte de crueldade nessa indagação dela. Eu disse que não podia deixar de ver, era a história sendo escrita ao vivo. O mito do tennis iria escrever mais um capítulo na história. E isso porque depois da final iria ter rodada dupla da NFL com Buffalo Bills contra o New England Patriots e o San Diego Chargers contra o Oakland Raiders. Tudo bem… Eu não fui ao inglês, de fato. Fiquei vendo a batalha entre Federer e Del Potro. E depois de mais quatro horas de jogo, eu não acreditei, mas o Federer perdeu. E eu no messenger com a Muryel: ‘Poxa, Mury, e eu faltei meu inglês para ver o Federer perder…’ E ela com toda a maldade que tinha no coração disse: “Bem feito! Eu falei para você ir para sua aulinha, você não quis. Preferiu ficar vendo homem jogar! Se fosse pelo menos a loirona lá, mas não… Homem é demais, não é? E como você diz que ele é o cara…”. Me senti totalmente owned por ela nessa hora. Mas, se bem que eu havia assistido a final feminina entre a Clijsters e Wozniacki. E eu sei que a Wozniacki é uma baita de uma loiraça, lindona. Só que ela foi escorraçada pela Clijsters na final. Que pena o Federer não ter levado. O melhor foi o Daniel com sua frase do dia: “No US Open não deu zebra, Del Potro”. Meu deus, que horror! Eu ainda assim ri. Legal foi depois, o Tom Brady voltando a jogar pelo New England Patriots na estreia da temporada contra o Buffalo Bills, após ter ficado a temporada passada toda fora por contusão. E logo no primeiro jogo, Brady boy já conduziu uma super virada em menos de três minutos para o fim do jogo para dar uma linda vitória ao Patriots. Brady is God!
Domingo, dia 20: Doeu ver o meu querido Dallas Cowboys perder por um field goal para o New York Giants na estreia do novo estádio, o Cowboys Stadium, o maior do mundo com transmissão da ESPN ainda. Mas no final da temporada mesmo quem iria rir era a gente e não os lixos de New York, hahaha. Mas, que aquele field goal do Lawrence Tynes doeu, isso é fato. E foi chato para dormir depois.
Quarta, dia 23: No aniversário de 60 anos do Boss a gente aproveitou para uma ouvir belas coletâneas do artista. Afinal, era quarta-feira e estava de bye mesmo.
Sábado, dia 26: No dia do aniversário de um ano da morte do Paul Newman, o canal TCM resolveu render homenagem ao grande e saudoso ator com dois filmes estrelado pelo mesmo em horário nobre. Foram exibidos Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke), de 1968; e Inferno na Torre (The Towering Inferno), lançado em 1974. Eu como admirador resolvi aderir e assistir aos dois filmes que já havia assistido em tempos de outrora. Mas, não há como não se emocionar em Rebeldia Indomável na cena onde Newman interpreta no banjo Plastic Jesus, após seu personagem Luke receber na prisão a morte de sua mãe. E Inferno na Torre já é aquele filme famoso do cinema de catástrofe, o clássico do gênero. Gênero este que nos 70 era muito explorado. Hoje o cinema de catástrofe nem é tão focado assim. Ainda assim, poder ter visto Newman de novo naquela data que remetia ao aniversário do obituário certamente foi algo incrível e até bem emocional.
Segunda, dia 28: Dia anual de Mary Queen of Arkansas. Da mesma forma que 14/1 é o do Secret Garden e que em 2010 2/1 seria decretado por mim o dia de Sad Eyes. Então, são datas que para mim tem esses rótulos de cada canção, que me fazem entrar em conflito. Bem… Nesse dia eu acordei bem… Parti para a universidade, apenas com Mary Queen of Arkansas no cérebro. Eu deveria ter uma prova de Estética em Comunicação nesse dia. Mas… But… Oh, dear Lord… É horrível quando a docente falta a aula e não avisa ninguém com antecedência. E essa professora já era reincidente, fuckin' bastard. 'Happy birthday, my dear friend, Queen of Arkansas', eu diria em meu insconciente. "Oh, you're not man enough for me to hate, or woman enough for kissing…" (Bruce Springsteen, em trecho de Mary Queen of Arkansas, faixa três de seu primeiro álbum da carreira e com a E Street Band, intitulado Greetings from Asbury Park, NJ, de 1973).
OUTUBRO:
Sexta, dia 2: E não foi que o Rio de Janeiro levou a sede das Jogos Olímpicos de 2016? Apesar de amar New Jersey, ainda sou carioca, hahahaha. Fiquei feliz pelo resultado. Porém (ai, porém), fiquei com muito pé atrás na decisão. Aqui não devo justificar. No post de 4 de outubro de 2009 está tudo justificado. Basta darem uma olhada.
Terça, dia 6: Eu fiquei muito irado na minha aula de Introdução à Fotografia. Todo mundo sabia que os Playoffs da MLB iriam começar no dia seguinte, no dia 7. Porém (ai, porém), Detroit Tigers e o Minnesota Twins estavam empatados e teriam de desempatar para saber quem ficaria com a última vaga dos Playoffs, e o vencedor enfrentaria o meu New York Yankees na ALDS (American League Division Series). Por isso, um jogo extra entre Tigers e Twins foi marcado para esse dia às 18h, horário de Brasília. Quem ganhasse se classificaria. Bem… Minha aula de fotografia era das 14h até 17h30. Então era só eu pegar o carro depois e chegaria em casa a tempo para ver o jogo na ESPN. Porém (ai, porém), a infeliz da professora avisa que nós, alunos, deveríamos alugar as câmeras da universidade para já confeccionar o segundo dos três ensaios fotográficos do semestre. Detalhe: era para fazer o ensaio em dois dias, com entrega na quinta-feira. Ou seja, eu ainda tinha que comprar o filme. Mas eu não ia perder aquele jogo por nada nessa vida. Me atrasei… Às 17h30 quando saí ainda tive que ir com Samuel procurar filme para a câmera. Demoramos, mas encontramos. Depois liguei o Born to Run e pé embaixo, cheguei a quase um pouco antes das 19h. O jogo ainda estava no 3º inning. Daí fiquei curtindo até o final. E que jogaço… Certamente um dos melhores jogos de beisebol que eu já vi nada vida. O Twins venceria por 6x5 após 12 innings (lembrando que o máximo de innings são 9, se tiver mais é para desempate), com uma corrida impulsionada pelo Orlando Cabrera. E então estava definido quem meu Yankees iria enfrentar.
Quarta, dia 7: Primeiro jogo da melhor de cinco jogos da ALDS entre Minnesota Twins e New York Yankees no Yankee Stadium. Eu já em clima de Playoff… E o nosso pitcher CC Sabathia já começou com tudo. No ataque, Derek Jeter e Hideki Matsui, o Godzilla, anotariam HRs (home runs), e no final venceríamos tranquilamente por 7x2. 1x0 para a gente na série.
Quinta, dia 8: Na outra série da ALDS, Boston Red Sox e Los Angeles Angels of Anaheim fariam o primeiro jogo da melhor de cinco em Anaheim, California. E que porrada, Angels 5 x 0 Red Sox. Eu ri alto, hahahahaha. Chupa Red Sox! Angels 1x0 na série.
Sexta, dia 9: E o Playoff da MLB não para. Jogo dois da série entre Twins e Yankees, novamente no Yankee Stadium, em New York, NY. Quando A.J. Burnett está no montinho arremessando para o seu time, tudo é mais difícil. Oh, Alan James, o rei da inconsistência, dos ups and downs. Quando chegamos ao nono e último inning, o Twins lidera por 3x1. O Yankees estava em sua última tentativa no bastão. Mark Teixeira foi para o bastão, rebateu para o campo direito e foi para a primeira base. Depois vinha Alex Rodriguez. A-Rod sempre foi rotulado como amarelão. E se ele tomasse um strikeout ali e o Twins vencesse eu acho que ele seria acabado em New York. A gente estava há anos esperando que ele fizesse algo. Não podíamos perder aquela partida em casa. A-Rod era tudo que a gente tinha para confiar. Joe Nathan, o closer do Twins já estava em campo. Eu completamente tenso, nervoso e preocupado com o resultado. Esperando que o A-Rod fizesse algo. Então Nathan manda seu arremesso. A-Rod manda a paulada… Forte, alta, direto pro bullpen do Yankees. Fora do campo. Está lá, home run de duas corridas (Teixeira estava na 1ª base), tudo igual. 3x3 no placar. E teríamos entradas extras. Eu louco, gritando… O Yankee Stadium ensurdecedor… Uau! Nas entradas extras, nada aconteceu na décima. Na 11ª, o Twins passou em branco no ataque. E depois vinha o Yankees com Mark Teixeira mandando o home run da vitória… UAU! Sensacional… Que vitória heróica! Eu gritei demais! Yankees rule, baby! 2x0, e estávamos à uma vitória de fechar a série. Entretanto, depois ainda teria o segundo jogo da série entre Red Sox e Angels. Novamente em Anaheim. Resutaldo: Red Sox 1 x 4 Angels. Angels 2x0 na série, e uma vitória de fechar. Eu ri muito mais que no jogo um. HUHAHUA, chupa Red Sox!
Domingo, dia 11: Daniel desgraçado, hahahaha. Inventou de comemorar aniversário em pleno domingo. Por que o infeliz não foi sensato e não fez no sábado? Todo mundo faz festa no sábado. Sendo que nesse dia de tarde ainda tinha meu Dallas Cowboys contra o Kansas City Chiefs e de noite ainda teria o jogo 3 da série entre Twins e Yankees. Ok, como eu conheço o cara há anos e tal… Eu deixei de ver o jogo do ‘Boys para isso. Mas disse que ia embora às 18h porque o jogo do Yankees era às 20h. E o do Yankees não dava para perder porque era jogo decisivo de Playoff. O Cowboys eu fiquei puto por ter deixado de ver, mas era temporada regular, então não fazia tão mal assim. Yankees não dava. Putz… O infeliz demorou três dias para preparar o coração, hahahahahaha. Quando ficou pronto eu já tinha que ir embora para me concentrar para o Yankees. Bem… Quanto aos jogos. Cowboys teve um jogo tenso contra o Chiefs, mas venceu na prorrogação por 26x20, com o WR (wide receiver) Miles Austin quebrando os recordes de jardas de recepção do time, correndo miles, miles e miles (podem rir, eu deixo!). Fantástico. E quanto ao Yankees, vitória tranquila sobre o Twins. Dessa vez no Metrodome, em Minneapolis por 4x1. Com direito ao Alex Rodriguez anotando 2 home runs e o Jorge Posada anotando mais um (chupa, Daniel!). 3x0 na série, e estávamos classificados para a final da American League, que seria contra o Angels que nesse mesmo dia bateu o Red Sox por 7x6 fechando a série em 3x0. Yankees classificado, Red Sox eliminado. Risos. HUAUHHUAUHA, chupa, Red Sox! Yankees rule!
Sexta, dia 16: Nessa época aí de outubro minha vida era só pensar nos Playoffs da MLB com o Yankees. Eu vivia, ia para universidade estudar. Ficava com meus amigos, mas o cérebro só ficava no Yankees. Bem… Aqui era o dia do primeiro jogo da série melhor de sete jogos da ALCS (American League Championship Series) entre New York Yankees e Los Angeles Angels of Anaheim. Yankees venceria por 4x1 no Yankee Stadium com tranquilidade essa partida, para a minha felicidade. O CC Sabathia arremessando é muito confiável. Limitou o poderoso ataque do Angels com apenas uma corrida cedida. E no final, quem tem O Poderoso Chefão, Mariano Rivera, para assegurar a vitória, não perde. Bela vitória. 1x0 na série para o meu amado time. Um pouco mais cedo, o Brasil tinha perdido a final do Mundial Sub-20 nos pênaltis para a seleção de Gana, com direito a três jogadores dos times cariocas perdendo pênalti. Souza (Vasco) perdeu o primeiro; Maicon (Fluminense) isolou a bola; por último a cobrança mais bizarra, e que decretou a derrota brasileira, a do Alex Teixeira (Vasco). É… Teixeira bom é o do Yankees, mané! Esse Teixeira aí do Vasco não ‘tá é com nada. É falsificado, hahahaha!
Sábado, dia 17: Segundo jogo da série entre Yankees e Angels, novamente no Yankee Stadium. E eu já no clima. Derek Jeter bateu um home run para o Yankees já no segundo inning. Só que quando no seu time A.J. Burnett está no montinho, você vai passar por grandes emoções. Sempre colocando os rebatedores do Angels em base, o jogo finalizou o nono inning empatado em 2x2. E novamente o Yankees indo para as entradas extras. Na décima entrada, nada aconteceu. Na 11ª, Angels veio primeiro ao bastão, e marcou após um bunt de sacrifício feito pelo Erick Aybar, que impulsionou o Chone Figgins para anotar a corrida. 3x2. Yankees teria ainda a última chance no bastão, e teria que marcar para evitar uma derrota inesperada em casa. Alex Rodriguez, aqueles que os outros gostam de chamar de amarelão, estava de novo no bastão. E enfrentava uma contagem de 0-2 contra o pitcher closer Brian Fuentes. E no arremesso seguinte A-Rod tratou de mandar um home run para empatar o jogo, assim como tinha feito contra o Twins na série anterior. Eu gritando muito. ‘A-GOD! A-GOD! Amarelão é a sua mãe, desgraçados’… Uau, quanta euforia. Jogo empatado em 3x3. E mais entradas extras viriam. E caía uma chuva infernal em NY. O jogo só continuava porque era jogo de Playoff, não havia condição nenhuma de jogo. Na 12ª entrada nada aconteceria. E na 13ª, após uma batalha de 5 horas e 10 minutos, Jerry Hairston Jr., num erro da defesa do Angels, anotaria a corrida vencedora para o Yankees. Eu muito maluco, depois de vencer aquele jogo de cardíaco. Yankees 2x0 na série.
Segunda, dia 19: Dia do terceiro jogo da ALCS entre Yankees e Angels. Segunda era o dia da minha aula de inglês do preparatório para Cambridge. Adivinha se eu fui? Não, meu Yankees é mais importante! Amo meu time, não ia perder esse momento mágico. Principalmente porque a ESPN transmitia qualquer jogo do Yankees nos Playoffs. Esse aí foi outro jogo tenso. Dessa vez o jogo era em Anaheim. No primeiro arremesso do jogo feito pelo pitcher Jered Weaver, Derek Jeter, o capitão de NY, tratou de mandar logo um home run na rebatida. Uau… Yankees 1x0, já comecei animado. Na 4ª entrada, Alex Rodriguez e Johnny Damon bateriam mais HRs aumentando a liderança, 3x0. Entretanto, a reação do Angels estava por vir. Andy Pettitte, que estava no montinho para o Yankees, manteve o Angels sem marcar até o quinto inning, até o Howie Kendrick anotar uma corrida, cortando a diferença para 3x1. Na sexta entrada, Vladimir Guerrero acertaria um HR de duas corridas para empatar o jogo em 3x3. E eu preocupado, oh, meu deus… E o pior ainda aconteceria. Na sétima entrada o Angels tomaria a frente no placar, anotando outra corrida. 4x3 para os caras. Eu já coçava a cabeça… Até que na oitava entrada Jorge Posada bate um HR (chupa, Daniel!) e o Yankees empata o jogo novamente. Vibrei, yeeeeeah! Na nona nada aconteceu. E lá iríamos nós mais uma vez. Outra vez entradas extras. Na décima nada aconteceria. E nada 11ª, após uma decisão controversa do nosso manager, Joe Girardi, em retirar o David Robertson do montinho após ter eliminado dois rebatedores, colocando em seu lugar Alfredo Aceves, que cederia uma corrida para o Angels e o Yankees perderia aquele jogo. Ainda liderávamos a série por 2x1. Uma derrota difícil de engolir.
Terça, dia 20: Jogo quatro da ALCS entre Yankees e Angels. Outra vez em Anaheim. Só que eu tinha uma apresentação de trabalho para fazer na universidade de noite. Bem… O jogo só começava as 21h30, e como minha apresentação começava às 19h20, tratei de agilizar. Falei rápido, fui conciso debatendo sobre Neoliberalismo e Globalização na aula de Sociologia Geral. Eu nem prestava atenção no que falava. Só queria saber de terminar logo e voltar para casa. Terminei, peguei minha presença. Entrei no carro, liguei em Born to Run e… Pé embaixo! Cheguei com bastante tempo antes do início do jogo. E quando a partida começou, foi só alegria Que jogo fácil… 10x1, fora o baile dos Bronx Bombers. Essa foi fácil. Ri horrores nesse jogo. Foi literalmente uma festa. Quando o CC Sabathia arremessa para o seu time tudo fica mais fácil. Teve de tudo nesse jogo, foi muito engraçado. HR de duas corridas do Alex Rodriguez. Outro HR solo do Johnny Damon. Melky Cabrera anotou quatro corridas. A única pontuação do Angels foi um HR feito pelo Kendry Morales. Fácil, fácil. Yankees vencendo fora de casa, e fazendo 3x1 na série. Estávamos a uma vitória de garantir vaga na World Series, a final do campeonato.
Quinta, dia 22: Jogo cinco da ALCS entre Yankees e Angels. E eu no clima novamente. Mais um jogo em Anaheim, California. Seria o último jogo da série por lá. E como eu sempre digo… Quando A.J. Burnett está arremessando no seu time, tudo se complica. O cidadão começou o jogo cedendo quatro (eu disse QUATRO!) corridas na primeira entrada do jogo. Ou seja, o Angels já começou o jogo liderando por 4x0. Felizmente, nas outras entradas ele não cedeu mais nada. Quem torce para o Yankees sabe que o A.J. Burnett sempre se recupera das porcarias que ele faz no início dos jogos. Pena que muitas vezes essas lambanças que ele faz acabam custando o jogo. Enfim, após as quatro corridas anotadas pelo Angels na primeira entrada, o jogo se manteve nesse placar até a sexta entrada. Na sexta entrada, o pitcher titular do Angels, John Lackey, foi retirado após deixar o Yankees lotar as bases já com dois rebatedores eliminados. Darren Oliver entrou, e logo que arremessou Mark Teixeira mandou uma paulada aonde os três jogadores do Yankees em base (Melky Cabrera, Jorge Posada e Derek Jeter) anotaram as corridas, cortando a diferença para 4x3. Logo após isso, Oliver não quis enfrentar Alex Rodriguez, e, com um walk intencional o mandou para primeira base. Hideki Matsui estava então no bastão. O Godzilla, como é conhecido, mandou outra poderosa rebatida que fez com que Mark Teixeira anotasse a corrida. Tudo igual em 4x4. WOOOOOOOOW! Oliver saiu e o Angels colocou Kevin Jepsen no montinho. Não adiantou porque em seus primeiros arremessos ele tomou uma outra boa rebatida de Robinson Canó, que impulsionou seus dois companheiros que estavam em base, Alex Rodriguez e Hideki Matsui, a anotarem corridas e virar o jogo em 6x4. UAAAAAAAAAAU! E depois disso tudo, o Angels então conseguiu eliminar mais um para poder voltar ao bastão. Assim que voltou ao bastão, o Angels anotou três corridas, virando o jogo para 7x6, que seria o placar final. O Yankees ainda tentaria algo na nona e última entrada, quando já com dois eliminados tinha bases lotadas e o Nick Swisher no bastão. Todavia, Swisher mandou uma bola para o alto (pop out), facilitando a defesa que deu a vitória para os Angels. Essa derrota foi de doer. E a série voltaria para New York. Yankees 3x2 Angels na série.
Sábado, dia 24: Era para ser o dia do jogo seis entre Yankees e Angels pela ALCS no Yankee Stadium. Com a chuva que caiu durante todo o dia em New York, o jogo adiado para o dia seguinte.
Domingo, dia 25: Antes do jogo do Yankees que era só de noite, estava assistindo durante a tarde o meu Dallas Cowboys enfrentando o Atlanta Falcons na tela do Bandsports. O Cowboys venceu o jogo facilmente por 37x21, para a minha alegria. Só que o curioso foi que eu acertei o desafio do Bandsports! Ganhei a flâmula do meu Dallas Cowboys que até hoje está pendurada aqui na janela do meu quarto. Valeu, Paulo Mancha! Foi fácil! Bem… Falando do que realmente importa. Jogo seis da ALCS entre Yankees e Angels. Agora de volta no Yankee Stadium, e sem chuva. Apesar do Angels ter saído na frente no placar, o Yankees venceria aquele jogo por 5x2, após um erro medonho de lançamento do Scott Kazmir do Angels. Eu não tinha nada com isso e só morri de rir. E de felicidade de ver o Yankees fechando a série. Yankees fechou a série em 4x2 e estava de volta à World Series, a grande final. Yankees não ia à World Series desde 2003, quando havia perdido a decisão para o Florida Marlins. Mas dessa vez queria vencer a decisão, coisa que o Yankees, o maior campeão da Major League Baseball, não fazia desde 2000, quando bateu o New York Mets. Bem… O oponente na World Series seria o campeão do ano anterior, o Philadelphia Phillies, com seu poderoso ataque.
Terça, dia 27: Eu na universidade durante a tarde… Aula de Introdução à Fotografia, eu pensando em tudo, menos na aula. Com o cérebro lá na World Series que só começaria no dia seguinte. Mas tudo bem… Esse dia seria o dia da abertura da temporada NBA. O meu time, o Dallas Mavericks, faria sua estreia às 22h30 em casa contra o Washington Wizards. Tinha aula de Sociologia Geral de noite, só que a aula acabou cedo. Porém, uma amiga, a 'Mury' Queen of Arkansas (desculpa, Boss Springsteen, mas tive que fazer o trocadilho com o nome da sua música, haha) estava num workshop numa outra sala e perguntou se eu não queria esperar até que ela saísse para a gente partir junto para nossas respectivas residências. Isso por volta de 21h10, 21h15, aproximadamente. Disse ok, sem problema. Acontece que o workshop lá demorou mais que o previsto e a hora passou. 22h, 22h30 e nada do workshop acabar. Deu 22h30, ou seja, o jogo do Mavs já tinha começado e eu ainda estava na universidade. Eu estava furioso. Comecei a estranhar. Aí quando olho ao fundo no estacionamento, vejo ela entrando em seu carro. No mínimo ela achou que pela demora eu já deveria ter ido embora, mas eu nunca falho com minha palavra, risos. E o detalhe: meu carro estava estacionado na frente do dela, em posição oposta, é claro. Não sei como não reparou. E eu de longe pensando: ‘Que filha da mãe (no bom sentido, é claro)… E ainda perdi boa parte do Mavs’. Quando a vi entrando em seu carro, corri para o Big Fox e pensando: ‘Cara, vou dar um esporro!’. Já na pista, eu piscando o farol várias vezes, ela não reparou (ou ignorou), até quando na aguentei. Troquei de faixa, coloquei para ultrapassar, baixei o vidro, sinalizei, buzinei, e ela não reparou. Putz, meu deus… Ela é mais lerda que o Robinson Canó (que comparação sensacional… Eu tinha que me premiar por uma dessas, haha). Aí não aguentei tamanha lerdeza. Fechei o vidro, liguei o som no Born to Run e pé embaixo, e voltei muito bolado por ter perdido o primeiro tempo do Mavs. Hoje eu olho para esse dia e acho tudo muito engraçado, hahahahahahahaha. E quando eu contei para a dona Mury esse senso de lerdeza ela disse que não tinha reparado. Ai, meu deus, viu… HAHAHAHA… E o Mavs perdeu aquele jogo. Vi o segundo tempo. O Gilbert Arenas (hoje o senhor das armas, haha) acabou com o meu time.
Quarta, dia 28: Dia da verdade. Primeiro jogo da World Series, a final da MLB, melhor de sete jogos entre New York Yankees e Philadelphia Phillies. Na final o clima é sempre mais tenso e a mil, especialmente quando o seu time está envolvido. Nesse caso, meu time, o New York Yankees. E vim do curso de inglês, o preparatório para Cambridge rapidinho. Coloquei em Born to Run, isto é, pé embaixo no Fox, e cheguei com tempo de sobra ainda para o jogo. O pior de tudo não é nem isso, o pior de tudo é você ir para aula e sua cabeça estar totalmente longe, focada na final. Que se dane a aula, haha. Bem… O primeiro jogo seria disputado no Yankee Stadium, no Bronx, em New York, NY. Nossa, esse foi o pior jogo do Yankees nos Playoffs. E o curioso é que era o CC Sabathia no montinho para o Yankees. Só o Chase Utley anotou dois home runs para o Phillies nesse jogo. E o pitcher deles, Cliff Lee, tomou conta. Por pouco não fez um jogo perfeito. Nossa, foi a horrível a performance do Yankees. E o Phillies venceu em pleno Yankee Stadium por 6x1. E perdíamos a série por 1x0.
Quinta, dia 29: Jogo dois da World Series entre Yankees e Phillies, novamente no Yankee Stadium. Cabeça no lugar. Após uma derrota como no dia anterior, a gente tinha que assentar e fazer algo diferente. A.J. Burnett finalmente fez um jogo sólido no Playoff, e fez na hora que mais precisava. Cedeu apenas uma corrida, a única do Phillies em todo o jogo. Mark Teixeira e Hideki Matsui anotariam home runs para o Yankees e Jorge Posada anotaria mais uma corrida (chupa, Daniel!) para dar a vitória para os Bronx Bombers por 3x1. No final, Mariano Rivera, O Poderoso Chefão, asseguraria a vitória Ufa, vencemos! Eu feliz. 1x1 na série. E agora a série iria para três jogos na Philadelphia.
Sábado, dia 31: Jogo três da World Series entre Yankees e Phillies. Agora o jogo era na Philadelphia, Pennsylvania. O jogo era para começar às 22h. Só que a chuva atrasou o início da partida e o jogo só começou às 23h20. O Phillies começou com tudo. Na segunda entrada, Jayson Werth tratou de mandar um home run, que foi seguido de um walk com bases lotadas e mais uma corrida para dar a vantagem para o Phillies em 3x0. Já começava a me preocupar. Estava tenso. Porém (ai, porém), logo na quarta entrada, Alex Rodriguez já começou mandando um HR de duas corridas, já que o Mark Teixeira estava na primeira base. Engraçado que a bola bateu na câmera, haha, e os juízes só confirmaram o HR após conferirem o replay. Diferença cortada para 3x2. Daí para a frente o Yankees tomaria conta. Nick Swisher e Hideki Matsui anotariam mais HRs. Depois, a jogada da partida. Andy Pettitte, o pitcher dos Yankees, rebatendo e impulsionando o Nick Swisher para anotar uma corrida. O Paulo Antunes na transmissão da ESPN estava espantado. Em seguida, o capitão dos Bronx Bombers, Derek Jeter ("oh my captain, my captain…"), com outra boa rebatida impulsionou Johnny Damon para anotar outra corrida. E nisso o Yankees venceria o jogo por 8x5, devolvendo a derrota fora de casa e fazendo 2x1 na série. Eu já estava mais feliz! E sabendo que no próximo jogo o CC Sabathia iria arremessar para o Yankees. Já começava a me animar, imaginando o título.
NOVEMBRO:
Domingo, dia 1º: Jogo quatro da World Series entre Yankees e Phillies, novamente na Philadelphia, a cidade do amor fraterno. Vamos resumir, o jogo foi tenso até o fim. Chase Utley havia anotado o seu terceiro home run para o Phillies na série. E o Pedro Feliz tinha feito outro para eles também. Yankees também tinha anotado quatro corridas. Em resumo, chegamos a nona e decisiva entrada com o jogo empatado em 4x4. E foi na nona entrada que a mágica aconteceu. Brad Lidge, o pitcher closer do Phillies entrou no jogo. Johnny Damon rebateu e foi para a primeira base. Agora pasmem: Com Mark Teixeira no bastão, Brad Lidge cedeu um roubo de duas bases para o Johnny Damon, que foi da primeira para a terceira base, algo que nunca vi em toda minha vida. A defesa do Phillies vacilou, e não tinha ninguém na terceira base, o Damon quando chegou na segunda viu a terceira vazia e continuou a jogada. Eu só vibrei e ri, hahahahaha. Jogada essa que depois seria intitulada pela mídia como a Johnny Damon Mad Dash, uma referência a famosa jogada de Enos Slaughter na World Series de 1946. Logo depois dessa jogada inacreditável, Alex Rodriguez tratou de rebater para o campo esquerdo (e tem gente que fala que ele é amarelão, huauhauha… A-GOD!), impulsionando o Damon a anotar a corrida. 5x4. Logo em seguida foi a vez de Jorge Posada no bastão. E o catcher do Yankees, com uma bela paulada para o center field, impulsionou Mark Teixeira e Alex Rodriguez a anotarem duas corridas (chupa, duas vezes Daniel! Posada is SENSACIONAL!). 7x4, baby! Depois o Phillies veio para o bastão, mas quem tem Mariano Rivera, o DEUS, O Poderoso Chefão, como closer, haha… Como diria o Paulo Antunes da ESPN: “CHEEEEGA!”. Yankees 7x4. Abrindo 3x1 na série. Faltando apenas uma vitória para o título. Meu ânimo e ansiedade já estava lá em cima. Estava esperando há anos para esse dia chegar.
Segunda, dia 2: Pelo menos era feriado. Não tinha aula de english. Ok, jogo cinco da World Series entre Yankees e Phillies, pela última vez na Philadelphia. O Yankees se vencesse se sagraria campeão pela 27ª vez em sua história, recorde absoluto. Entretanto… Quando quem está no montinho para o seu time é o A.J. Burnett, você tem alta probabilidade de estar com problemas. Yankees sai na frente com Johnny Damon anotando uma corrida impulsionada por Alex Rodriguez. Só que depois o A.J. Burnett foi horrível. Colocou Jimmy Rollins e Shane Victorino em bases. Chase Utley em sequência mandou um home run de três corridas. Impossível ganhar assim. O Phillies viria abrir 6x1. No final o jogo terminou 8x6 para eles. E a série voltaria pra New York. E não foi esse o dia que o Yankees foi campeão. Yankees ainda liderava a série por 3x2.
Quarta, dia 4: Jogo seis da World Series entre Yankees e Phillies. Agora de volta no Yankee Stadium, no Bronx, na casa dos Bronx Bombers. Esse seria um dos meus grandes momentos (quiçá, o maior, juntamente com o título do Salgueiro e o do America) em 2009. Yankees veio com sangue no olho desde o início. Hideki Matsui, o Godzilla, já no segundo inning mandou um home run de duas corridas para abrir 2x0. Matsui estava com tudo. Em outra passagem no bastão, impulsionou Derek Jeter e Johnny Damon para anotar mais corridas. Mark Teixeira depois iria impulsionar mais corridas. Um passeio. No final, Mariano Rivera entrou, não era uma situação de salvar o jogo, mas entrou para fechar o jogo e a temporada. Yankees 7x3 Phillies. Série encerrada em 4x2. YANKEES CAMPEÃO PELA PRIMEIRA VEZ APÓS NOVE ANOS! Yankee Stadium soltou o hino New York, New York, na voz inesquecível de Frank Sinatra. Meu celular tocou, alguns colegas fãs que curtem o beisebol ligaram para parabenizar. Eu muito emocionado. Uma festa incrível. Um sentimento tão bom. Porque a temporada é tão longa, e você fica de abril a novembro acompanhando. É tanta dificuldade, é tanto sofrimento. E o Yankees voltando a ser campeão, demais! O Yankees, que é o maior time de todos os tempos e de todos os esportes. 27 títulos de World Series. Meu estimado time, acompanhei tudo. Valeu. Foram várias noites, muitas emoções, e missão cumprida. I love this team. E agora em 2010 se tudo der certo estaremos em New York para assistir o Yankees in loco em pleno Yankee Stadium. Eu nem consegui dormir essa noite de tão feliz, emocionado, extasiado, empolgado, etc.
Quinta, dia 5: E durante essa manhã eu tinha aula de Técnicas de Produção Jornalística I na universidade. Tinha passado a noite em claro devido ao título do Yankees, mas quando cheguei na sala… Cara, impressionante. O sono chegou mais rápido que a velocidade quatro do creu. HAHAHA. Eu tive sorte que nesse dia era só auto-avaliação e eu só fui mesmo para me avaliar bem na matéria. Cheguei lá, falei com a professora se eu não podia ser o primeiro aluno a ser atendido, pois não estava em condições de aguardar os nobres coleguinhas. Felizmente consegui ser. E nisso, às 8h30 já tinha ido embora da universidade. Com uma pressa de chegar em casa e apagar na cama. Liguei o som do carro em Born to Run, e pé embaixo. Cheguei antes das 9h em casa e desmaiei na cama, como num delírio. É… Amigo, é a ressaca do título, hahahahaha!
Domingo, dia 8: Putz… E eu havia sido selecionado para fazer o ENADE. E esse era o dia da prova. Que derrota! Prova num domingo às 13h. Sorte que a Bandsports ia transmitir Baltimore Ravens contra Cincinnati Bengals às 16h, e eu já estava decidido a ir embora muito cedo para ver o jogo. Tudo bem, a prova começou e eu resolvi não boicotar. Resolvi fazer. Aí após uma hora e vinte minutos, aproximadamente, o chefe de sala avisa que por motivos éticos, os três últimos a deixarem a sala só sairiam juntos, ao término da prova. Ainda tinha umas 15 pessoas na sala. Assim que o chefe de sala falou isso, eu por segurança entreguei minha prova. Não ia arriscar perder o jogo do Ravens por causa de uma imundície de ENADE. Sou muito mais ver Ray Lewis, Terrell Suggs e Ed Reed tomando conta. Voltei para casa, e no jogo o Ravens perdeu feio para o Bengals. Que se dane, não é meu time mesmo, haha. Mais tarde, de noite, na ESPN, foi transmitida a primeira das três porradas que o Philadelphia Eagles iria tomar nesta temporada do meu Dallas Cowboys, hahaha. E essa foi a mais de leve. 20x16. Galinhas imundas! Tem que respeitar o maior time da NFL.
Terça, dia 10: Dia daquele apagão que afetou metade do território brasileiro e todo o território do Paraguai. O pior não foi nem isso. Pior mesmo foi aguentar o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, dizendo que o apagão fruto de chuvas, ventos, raios e afins. Meu deus… Esses caras adoram insultar a minha inteligência. Putz… Lamentável… ÊÊÊ, Brasil! (Zé Boquinha mode on, uma referência as transmissões da NBA quando o Shaquille O’Neal erra os lances livres, que o Zé fica indignado… “ÊÊÊ, Shaquille…” Muito engraçado, uhahuauh). Assim complica ir para a frente. Olha quem te representa, Brasil.
Sexta, dia 13: Vasco de volta à Série A do Brasileirão. Olha o futebol carioca em alta. Com direito a um golaço no final do jogo contra o América-RN do Alex Teixeira, irmão do melhor primeira base do universo, o grande craque Mark Teixeira do New York Yankees. Daí você sabe de onde ele herdou o talento. HAHAHAHA. Pelo menos o Vasco voltou. A diretoria nova começou a gestão pessimamente, natural para pessoas inexperientes com cargos hierárquicos altos. Mas, depois de um bom tempo aparentou ter se acertado e fez um ótimo de trabalho de “rising” em 2009. Parabéns ao Vasco.
Domingo, dia 15: Dia do melhor jogo da temporada regular da NFL. ESPN, domingo a noite… New England Patriots contra Indianapolis Colts. Tom Brady contra Peyton Manning. Que beleza! Viradaça do Colts no final. E aquela chamada controversa do Bill Bellichick mandando o Patriots arriscar em seu próprio campo de defesa numa quarta descida para duas jardas, jogada que acabou não sendo convertida. Daí, no fim, Peyton Manning precisando levar o time menos de 30 jardas para a frente, um abraço! E o Colts venceria numa virada absurda por 35x34.
Segunda, dia 16: Dia da apresentação do projeto final de Estética em Comunicação. Juntaram as duas turmas de estética para fazer um trabalho envolvendo alienação. Enfim… Não é essa a parte que é a interessante. O fato é… Que como era um projeto final, a galera envolvida, ou seja, as duas turmas, chegou cedo para montar a esquematização do projeto. Até aí tudo bem. Estou lá com o meu grupo montando minha parte do trabalho até quando chega o meu colega, o Matheus, vulgo Bocão, chega para mim e diz: “Velho… Você viu aquele jogo de futebol americano ontem? Cara, foi o melhor jogo que eu já vi na minha vida. É o melhor esporte que existe!” Aí eu virei e falei. ‘Claro que eu vi, pô! Você acha que iria perder o jogo do ano?!’ E comecei a gritar: ‘CARA, QUE JOGO! OH, PEYTON MANNING! É O MELHOR JOGADOR DO UNIVERSO! HOW D’YOU LIKE THAT? OH, PEYTOOON MANNING! UAAAAAAAAAAAAAAAU’. O Matheus riu. Vale lembrar que isso foi em pleno ar livre, de manhã. A gente no campus, e todo mundo me ouviu gritando, e começaram a me olhar com estranheza. O pessoal devia estar pensando que eu estava meio dopado. Mas eu gosto de ser o centro das atenções. Legal foi a cara das meninas me olhando, digno de muitas risadas. Depois, mais tarde, já no horário de meio dia, é chegado o fim das apresentações. Correu tudo bem. Aí fui ajudar uma colega, levando-a com todo seu equipamento da montagem do trabalho para casa, que era próxima ali do campus. Afinal, estava inviável colocar todo aquele apetrecho em transporte público. Aí ofereci uma carona (de vez em quando fazer uma boa ação faz bem). Fora isso, o engraçado mesmo foi durante o percurso. O rádio ligado na Antena 1, até que uma hora começou a tocar The One, do Elton John, que eu acho uma tremenda música. Adoro, por sinal. Ok, aí subitamente ela fez um comentário similar a “Ai, que droga, esse gay do Elton John…”. Hora perfeita para eu fazer a piada. Eu sou ouvinte assíduo do Rock Bola… Elton John é sem dúvida o músico mais sacaneado no programa, superando até o Michael Jackson. Quando ela fez o comentário, o espírito "rockbolísitico" baixou em mim. Não perdi a piada e mandei, no melhor estilo Waguinho do Rock Bola: ‘Elton John é gay?!’, como se estivesse surpreso. ‘Não, não me fale um negócio desses. Que isso?! Estou chocado!’, ironicamente eu completava. Ela riu… Uma boa descontração após uma manhã de hard work. De noite pela NBA rolava o meu Dallas Mavericks contra o Milwaukee Bucks, em Milwaukee, Wisconsin, pela NBA. Jogo tenso. Foi para a prorrogação. E na última bola do jogo, com jogo empatado, no estouro do cronômetro, at the buzzer, Dirk “GOD” Nowitzki deu a vitória ao Mavs com um turnaround que contou com um pouco de sorte. A bola bateu no aro, subiu, e desceu caindo de volta na cesta. Pulei, vibrei! BIIIIIIIIIG WIN para o Mavs! Dirk is GOD!
Quarta, dia 18: Outra daquelas vitórias espetaculares. Agora era Dallas Mavericks e San Antonio Spurs, no American Airlines Center, em Dallas, Texas. Outra vitória na prorrogação. E na prorrogação, Dirk "GOD" Nowitzki fez sete pontos para dar mais uma vitória espetacular para o Mavs. BIIIIIG WIN!
Sábado, dia 21: O meu America voltou! Após uma vitória sofrida sobre o Nova Iguaçu por 1x0, o America estava de volta à Série A do Cariocão. Comemorando muito a volta. E Romário iria jogar no próximo jogo. Se o America vencesse o próximo jogo, seria campeão pela primeira vez em 27 anos.
Domingo, dia 22: Talvez o dia do último show da E Street Band, realizado em Buffalo, New York. Bruce Springsteen, líder da banda, disse que um dia em breve eles voltariam a tocar juntos, mas era um clima de despedida. E Street Band que estava na ativa desde 1973. De New Jersey para o mundo. Uma das dez maiores bandas de todos os tempos, segundo a Rolling Stone. E a minha preferida. A banda que eu amo. E não tive a chance de ver um show dela in loco. Vieram uma vez ao Brasil, em 12 de outubro de 1988, durante a Anistia Internacional. Enfim, esse dia 22 foi um dia triste para os fãs. Bem… Aproveitei esse dia para a publicar a minha entrevista com o André José Adler. Grande Adler, quem quiser olhar a entrevista está no arquivo.
Segunda, dia 23: Já invadindo a manhã de terça, na calada da madrugada… Uma batalha entre o meu Calgary Flames e o Anaheim Ducks válido pela temporada regular da NHL. O jogo acontecia em Anaheim. Ducks liderando por 2x1. E já no minuto final, Flames no desespero, inclusive já havia até tirado o goleiro para tentar o empate. E faltando 18 segundos para o fim… O Flames empatou. DEUS fez o gol! GOD! “Oh captain, my captain…” Number 12, Jarome Iginla! He’s the man! E o jogo ficaria empatado, inclusive na prorrogação. E no final o Flames acabaria perdendo no shootout (para quem não é familiarizado com hockey, é algo parecido com os pênaltis no futebol). Ainda assim foi um grande momento, hahaha. Um dos mais legais da temporada até então.
Terça, dia 24: Quando você deixa as coisas para a última hora, problemas acontecem, Bem… Era o dia que eu deveria apresentar o meu ensaio final de Introdução à Fotografia para passar lindamente na matéria. Eu pretendia fazer um slideshow sobre a vida do trabalhador. Já estava com as fotos prontas, é claro, tinha saído uma semana antes para fotografar pela cidade. Faltava colocar no Movie Maker e inserir a música ilustrativa no fundo. O problema é que eu não sei mexer no Movie Maker, risos. Mas um colega de classe sabia, o Samuel, o filho bastardo do Clarence Clemons (brincadeira infame), o saxofonista da E Street Band. Pois bem… A aula era apenas de tarde. De manhã eu ia me programar para ir até a casa dele para montar o trabalho junto com ele no Movie Maker e de tarde iria apresentar na universidade normalmente. Ok, de manhã cedo, entro no carro para rumar para a casa dele. Ligo o carro, abaixo o vidro elétrico e pah… Putz… Já era o vidro elétrico. Estourou o cabo que fazia o vídeo não subir mais. Que droga… Isso porque era 8h. Como eu ia para universidade? Se eu estacionasse o cara sem o vidro poder subir, seria praticamente dar um adeus para o big Fox. Eu liguei para o Samuel, falei que ia demorar, pois iria procurar conserto. Aí fui em um setor de oficinas e encontrei uma loja que mexia com consertos de vidros elétricos. Perguntei para os caras se eles aceitavam cartão de crédito, eles disseram que não, só trabalhavam com dinheiro. ‘Ferrou…’ (na verdade pensei algo parecido, só que impronunciável aqui). Antes de começar o serviço, perguntei em quanto ficaria o serviço, o cara disse 80 reais. Detalhe: eu só tinha 70. ‘Ferrou de vez…’, pensei. Precisava muito daquele serviço, não tinha tempo para voltar para casa e pegar mais dinheiro. Abri a carteira e mostrei para o cidadão que só tinha 70 reais comigo, e quase que implorei para o cara aceitar o serviço por uma diferença de 10 reais a menos. O cara topou… Ele falou que serviço levaria uma hora e meia, mas acabou levando duas horas. E eu com pressa. Saí de lá 11h05. Liguei para o Samuel perguntando se tínhamos tempo, ele disse que sim, e parti para a casa dele para o montar o meu trabalho. Ele montou minha fotos rapidamente, e colocou Factory, faixa sete do álbum Darkness on the Edge of Town, que o Bruce Springsteen gravou junto com a E Street Band em 1978. Tudo bem até então. Achando que já íamos para universidade, ele me avisa que ainda não havia montado o ensaio dele, que seria um slideshow também. E o dele continha o dobro de fotos em relação ao meu. Por uma questão até de gratidão, eu esperei ele concluir. Afinal, o cara havia quebrado um galho para mim. Nesse intervalo, outra amiga nossa da aula me liga, perguntando onde eu estava. Falei que estava na casa do Samuel terminando o trabalho, que ficava a uns oito quilômetros da casa dela. Relativamente perto. Ela perguntou se eu não podia conceder uma carona até a universidade porque o ensaio fotográfico dela era um painel enorme repleto de fotos, e passar com aquilo dentro de um ônibus seria inviável. Avisei o Samuel… ‘É… Vamos ter que fazer uma boa ação!’. E ele nada de terminar o trabalho dele. E isso já era mais de 13h. Lembrando que a aula começava às 14h. E a gente preocupado. Tudo estava dando errado nesse dia. Dependendo do quão atrasado a gente chegasse, talvez nem teria mais ninguém na sala, e todos já teriam apresentado, e nós três rodaríamos bonito. Eu começava a imaginar. Impressionante, o Samuel terminou tudo às 14h20. Ainda foi tomar banho, e eu tive que esperar p*** de raiva. Que mané! E a nossa a colega, a 'Mury' Queen of Arkansas (desculpa de novo, Boss. Não resisto ao trocadilho com o nome da sua canção) ligando toda hora preocupada. “Cara… Cadê vocês?”, indagava. Aí eu disse: ‘Agora é para valer, segura aí’. E lá fomos. Coelho, o popular eu, e Samuel. Entramos no Big Fox, mandei ele apertar o cinto que a agora iríamos correr contra o tempo. Já liguei o som em Born to Run justamente para estimular alta velocidade. Born to Run e pé embaixo… mas muito embaixo! Chegamos lá na Queen of Arkansas (Sorry again, Boss…) muito rápido. E depois na universidade também. Acho que aí devo ter batido o recorde ibero-americano indoor de velocidade. Quando a gente entrou na sala, todo mundo já tinha terminado de apresentar seus respectivos ensaios. E eu havia entrado na sala ofegante. ‘Ah, ah, ah…’ E apresentamos nossos trabalhos. Legal que nós três tiramos dez. Acho que 90% da sala tirou dez, se não me engano. A professora era muito mão suave, risos. O que interessa foi a NOOOOOOOOTA DEEEEEZ. Esse foi o dia mais tenso do ano… OH MY FUCKIN’ GOD! Bem… E de noite, pela NBA, fui acompanhar o meu Dallas Mavericks, jogando em casa contra o medíocre time do Golden State Warriors, que pasmem, estava com apenas seis (eu disse SEIS!) jogadores disponíveis (os cinco titulares e um reserva). E o pior: VENCEU! P… que… o… pa…! Putz, só o Mavs me apronta uma vergonha dessas. Os caras do Warriors jogando fora de casa, baleados. Seis caras, ou seja, praticamente os caras ficaram em quadra todos os 48 minutos. Vá para o inferno! Esse acho que foi o jogo de todos os meus times que mais de deixou furioso durante todo o ano. For God’s sake, man! Vergonha tem limite. Urgh…
Sexta, dia 27: E meu ano de freshman na universidade se encerrava lá na última aula de Editoração Eletrônica. A Mariana sabe o quanto foi correria para imprimir aquele jornal, que a gente havia entregado três dias antes, com bastante antecedência, ainda por cima. E a professora que só nos iria passar a nota final do projeto do jornal nos disse que não estava com ele em mãos ali na universidade, que havia o deixado em casa. E a frustração que seria: poxa, eu queria ver minha nota ali na hora. Se tivesse algo errado depois, como eu iria reclamar? A Mariana, que havia feito o projeto comigo (era em dupla), concordou. A gente foi tentar imprimir novamente, estávamos com o pendrive. Todavia, para a impressão sair correta, algumas configurações haviam de ser tomadas corretamente. E só uma garota na sala as sabia corretamente, e ela já tinha ido embora. Então abro o jornal em um dos computadores da universidade, meu colega Douglas avisa que aqueles computadores são todos uma poção de vírus. Recomendou que eu configurasse em um notebook. E quem tinha notebook naquela sala? Ninguém. Então um nome me veio à mente: ‘Mury’ Queen of Arkansas (perdão pelo trocadilho, Boss). Ela sempre levava o notebook para as aulas, e como estudava publicidade ao invés de jornalismo, estava numa sala dois andares abaixo da minha. ‘Vamos correr lá na Muryel, Mariana. Se ela não estiver com o notebook, a gente pode chorar. Segure firme na minha mão, que o pique até lá embaixo vai ser grande agora!’, disse com um sorriso irônico. Corremos, descemos. E sim, ela estava com o aparelho. Ok, ligamos, e, na hora de configurar a impressão corretamente, a gente lembrou que não sabia como fazer. Só a Camille sabia, e ela já tinha ido embora. E não tínhamos o telefone dela. Pedi à Mariana que aguentasse um pouco que usaria a técnica AGP (Quero te Pegar pelo Colo e te Jogar no Solo). É… Amigo, quem disse que ouvir Rock Bola não acrescenta em nada? Muito pelo contrário. Peguei meu celular, liguei para o Guilherme, outro colega, e pedi para ele salvar com o número da Camille. Para a minha sorte ele tinha. Então liguei para ela. Quando ela passou as configurações, não foi possível ser feito porque o notebook da Muryel não tinha o programa da Adobe necessário inserido. ‘Crap, man…’, pensei. Falei para a Mariana que era a melhor ficar sem ver a nota e receber no fim de semana, torcendo para que a nota fosse boa. A professora disse que não havia problema. Após isso tudo, a Queen of Arkansas (vocês sabem que é, e o Boss vai me perdoar) me pediu ajuda porque achava que ficaria de recuperação em Estética em Comunicação. Sendo que a recuperação era o desenvolvimento de um ensaio sobre “estética e comunicação”. Eu já tinha experiência com ensaio, só fiquei curioso como ela descobriu que eu seria o cara certo para o auxílio. Fatos curiosos da vida. Então fomos para a biblioteca, passei algumas das ideias básicas de como ela poderia desenvolver o seu projeto. Depois partimos para almoçar e calhamos em nossas respectivas casas. E lá se encerrava o meu primeiro ano de universidade. Agora só em 2010. Enquanto isso, nos Estados Unidos, em Orlando, Florida, Tiger Woods se envolvia em estranho acidente em seu Cadillac, aonde o maior golfista da história teria batido seu veículo em um hidrante e logo em seguida atingiria a árvore de um vizinho. Este fato foi só a oportunidade que os “gênios” dessa massa sórdida, que é a massa da imprensa, aproveitaram para lançar dias depois todas as histórias, boatos, mentiras e verdades sobre os casos de infidelidade de Tiger Woods. Numa atitude desprezível, viriam a destruir a imagem de um dos caras mais bem sucedidos quando o assunto tratado é a vida. Lamentável.
Domingo, dia 29: A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) começou a estudar a possibilidade de exigir ou não o impeachment do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, até então do DEM-DF e agora sem partido, após o vazamento da escuta que flagrava o governador orientando distribuição de propina. Isso tudo seria muito bonito se a coisa parasse apenas por aí. Os dias passaram, e vazaram os vídeos do Arruda recebendo a grana tranquilo e sereno. Vazou também a cena lamentável em que Leonardo Prudente, o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, e o deputado Junior Brunelli, agradeciam pela presença de Durval Barbosa, o homem do esquema. Ah, meu deus… Esse país não tem limites… Escrúpulos para quê? Não esqueçam que também foi ao ar o vídeo em que Leonardo Prudente escondia o dinheiro nas meias, puxa que viril! (entenda aquela expressão parecida que rima com essa). Como diz minha amiga Mariana: “Tudo que não houve aí foi prudência”. E na terra da maracutaia tudo ficou isso ficou impune, é claro. Legislação tênue.
Segunda, dia 30: Aqui NBA de novo. Temporada regular. Local: American Airlines Center, em Dallas, Texas. Duelo entre Philadelphia 76ers e Dallas Mavericks. Jogo empatado em 102-102. Última bola do jogo seria do Mavs. Você acha que o mais sensato seria o quê? Colocar as mãos na bola do alemão Dirk “GOD” Nowitzki que ele resolveria, certo? E quando isso não é possível? Bota na mão do Jason “Jet” Terry. Ao expirar do cronômetro, at the buzzer… Yeeeeeah, baby! He hits! Mavs vence, 104-102! WOOOOOOOOOW, enlouqueci. “The Jet is on the runway”, number 31, Jason Terry! Outro grande momento.
DEZEMBRO:
Terça, dia 1º: A ‘Mury’ Queen of Arkansas (putz, Boss… Não estou resistindo ao trocadilho) estava meio enrolada em Estética em Comuicação precisando entregar um ensaio de recuperação na universidade até o dia 7 com o tema de “estética e comunicação”para obter sua aprovação. Até aí eu não tinha nada a ver com isso. Ela não tinha muita experiência com ensaios. Eu já continha alguma experiência no ramo, pois já havia passado em tempos de outrora fazendo uns serviços como ghost writer. Entretanto, nunca havia saído universidade afora contando sobre isso, exceto na minha primeira apresentação pessoal na universidade que havia sido na primeira aula de Comunicação Integrada (relatado na retrospectiva, no texto sobre 6 de fevereiro), isso há dez meses. Quando ela me pediu ajuda no trabalho, não relutei em auxiliar, é verdade. Um cara que construiu sua vida em valores altruístas e filantrópicos como eu jamais diria não a alguém em uma situação de necessidade, seja ela qual fosse e a que pessoa fosse também. A única coisa que me intrigava era como ela poderia saber que eu poderia ajudar. Duvido que ia lembrar de minha apresentação dez meses antes. No mínimo uma casualidade. Ok… Ela pediu se não podia dar uma passada na área dela de tarde e ver como poderia auxiliar. Fui até lá, por que não?! A minha mão amiga se fez aparecer. Aprendi isso com o fantasma de Tom Joad. Ok, foco e concentração, e… Voilà… A produção acontece. Quando você consegue ajudar alguém, independente do tamanho da sua ação, é sempre um grande efeito. Sinta-se orgulhoso e realizado, como eu me senti ao fim deste dia.
Sexta, dia 4: Enquanto a FIFA fazia o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, eu estava atendendo o pessoal da Sky que estava colocando a Sky HDTV aqui. Meu amigo, que arrogância de televisão! Decodificador com 500 GB de memória, cheio dos recursos. Era tanto recurso que eu nem sabia por onde começar a mexer. Mas o que mais me deixava feliz com tudo aquilo era o canal da ESPN HD. Meu amigo, era meu sonho aquilo… E naquele dia, o primeiro jogo que eu iria assistir em alta definição na minha vida na ESPN HD seria inesquecível. Daqui a uns 80 anos eu ainda vou lembrar desse dia. Era uma partida da NBA disputada entre Miami Heat contra o Los Angeles Lakers, realizada no Staples Center, em Los Angeles, California. Isso já na calada da madrugada, invadindo o sábado. O jogo começou à 1h30. E tinha tudo para ser mais um jogo normal, mas não era. A qualidade de som e imagem era estratosférica. Para mim era tudo novidade, aquele show que é a high definition. Porém (ai, porém), nesse dia, por incrível que pareça, apesar de todo esse apetrecho tecnológico, o mais fantástico foi poder ter presenciado ao vivo e a cores (de muita qualidade, por sinal), o que um ser humano proporcionou. Esse ser humano se chama Kobe Bryant. Alguns torcedores do Lakers dizem que ele não é humano, mas isso ainda há de ser apurado. Após uma cesta improvável onde Bryant ainda atraiu a falta junto, para trazer os Lakers de volta a ter condições de vitória, o ex-jogador e hoje comentarista da ESPN, Mark Jackson, alertou: “Mama, mama Kobe Bryant!”. Bem… Já passava das quatro da manhã, estava querendo ir dormir, mas o jogo estava tão bom que resolvi aguardar o seu desfecho. Quando faltavam nove segundos para o fim do jogo, o time do Heat liderava por 106x102. Nessa hora eu quase desliguei a televisão. Não achava que o Lakers fosse tirar essa diferença em tão pouco tempo. Todavia, uma vez que eu já tinha o visto o jogo inteiro, em que alguns minutinhos a mais fariam diferença? A bola é do Lakers restando nove segundos. Kobe Bryant cobra o lateral nas mãos de Pau Gasol, que estava no perímetro e foi para o fundo. Gasol para por uns dois segundos, atrai um marcador e Derek Fisher vem junto para a linha dos três pontos. Gasol passa para Fisher que, livre, crava a bola. 106x105. Quem vê os jogos do Lakers há anos como eu sabe que sempre rola essa jogada para o Fisher. E ele sempre acerta, é muito sangre frio. Ainda faltavam três segundos e meio. Bola do Heat, e o Lakers para o relógio com uma falta rápida em cima de Dwyane Wade, o astro de Miami. Wade acerta apenas um dos lances livres. 107x105. E o Lakers utiliza o seu último pedido de tempo. Com um pouco mais de três segundos no cronômetro, é a hora da decisão. Heat faz uma marcação tão forte, dois marcadores em cima do Kobe, que ainda se desmarca e recebe a bola de costas para a cesta. Wade está em cima dele. Bryant dá a volta na meia quadra, Wade continua em cima, 3.5, 2 segundos. Em 1.5s Kobe ainda está no chão, mas salta e arremessa a bola de uma maneira nada usual. Afinal, o tempo estava terminando. O cronômetro expira e a bola está no ar, viajando. Com um pouco de força, ela bate na tabela e cai dentro da cesta. De três, fantástico, vitória. 108x107. “Mama, mama, Kobe Bryant!”. Com uma marcação perfeita Kobe ainda descola uma bola dessas. É a grandiosidade do cidadão, não houve erro defensivo. E ao ver essa bola final, eu simplesmente levantei do sofá, paralisado, espantado e completamente estático em frente à televisão. Em choque, literalmente. Não acreditei no que vi. Até lágrimas escorreram. Apesar de toda a qualidade que o HD me proporcionou aquela noite toda, nada além do ser humano conseguiu me instigar a ter uma reação deste tipo. Apenas uma figura humana, como Kobe Bryant (será que ele é humano?), é capaz de fazer isso. Nenhum aparelho é capaz de substituí-la. Um momento mágico.
Sábado, dia 5: E eu tinha um jantar meio família para comparecer de noite. Eu não queria ir, era muito maçante para mim. E sem contar que ainda estava sob o efeito daquele arremesso impossível do Kobe Bryant na noite anterior. Acho que iria acabar indo só para agradar meus pais. É anual essa porcaria. É algo do tipo ‘jantar anual em família de celebração do fim de ano de atividades maçônicas’. Enfim, algo do tipo. ‘Oh, God’… Mas se fosse para ir sozinho novamente, dessa eu vez não iria nem por decreto. Estava farto de todo ano ir nesse jantar e ficar lá sozinho enquanto todos aqueles terceiras idades se divertiam e eu me sentia um inferno. Como não queria desagradar os pais, iria utilizar a técnica AGP (Quero te Pegar pelo Colo e te Jogar no Solo), que eu aprendi após anos ouvindo o Waguinho executando no Rock Bola da Oi FM. Cinco dias antes, no dia 30/11, enquanto assistia o Monday Night Football na ESPN, aonde o New Orleans Saints passeou bonito sobre o New England Patriots, abri o messenger e resolvi convidar a ‘Mury’ Queen of Arkansas (desculpe-me pelo trocadilho de novo, Boss) para me acompanhar nessa aventura. Ok, convidei, informei e expliquei a Muryel e ela tinha dito que daria (sem duplo sentido, eu calculei) a resposta no sábado (o dia do evento), na parte da tarde. Então estava tudo na mão dela. Se ela dissesse sim, eu iria. Se dissesse não, não iria. Qualquer uma das situações eu sairia lucrando. Então nesse dia… Na parte da tarde, me encontrava em um dos shoppings da cidade reunido com outros colegas da universidade. Era uma confraternização de despedida de uma de nossas colega que iria se mudar na semana seguinte para Fortaleza. ‘Aôôô, farinha!’, eu pensei. Então, enquanto estava na confraternização, em um determinado momento meu celular toca. Olho o visor e lá estava escrito: “Mury Queen of Arkansas” (putz, até no celular eu sacaneio com o Boss Springsteen. Perdão, meu ídolo!). Atendi, provavelmente deveria ser sobre o convite que havia feito. Atendo com um singelo: ‘éééé!’ (alô é para os fracos). E foi seco, ela mandou de prima: “Que horas você vem me buscar?”. Uau, que porrada! Então, surpreso, indaguei: ‘Isso é um sim?’. Detalhe: não era pergunta retórica. E ela respondeu polidamente: “É, mané!”. ‘Me espere que eu chego’. E desligamos o telefone. Aproveitei e disse em alto e bom som: “I want a rendezvous!”. Sim, esse é um verso da canção Rendezvous do Boss. Foi só para comemorar o momento, rsrs. Se ela tivesse dito não eu ia comemorar também, risos. Eu já disse: sou mestre em elaborar minhas alternativas. Todas as hipóteses são satisfatórias. Então fui me despedir dos meus colegas porque deveria levar uma lady (?!) para jantar. E enquanto me despedia do pessoal, ao dizer meu ‘farewell’ para a Camille, a colega que iria para a nova vida em Fortaleza, aproveitei para brincar um pouco. Além de desejar tudo de melhor na nova fase da vida, na nova cidade, etc, também disse para maneirar na farinha por lá, porque o negócio é requintado no Ceará que eu sei. ‘Aôôôô, farinha!’. Bem… Quanto ao jantar acompanhado pela 'Mury' Queen of Arkansas (sorry, Boss), sem muitos detalhes. Só sei que a gente ficou por lá de 20h até 0h, e depois fomos para a outro lado da cidade ver o que a night oferecia. Sem mais detalhes. “Mary Queen of Arkansas… It’s not too early for dreamin’… The sky is grown with cloud seed sown, and a bastard's love can be redeeming…” (agora o Boss me perdoa, não é?)
Domingo, dia 6: Flamengo campeão brasileiro! Nãããããão! Que horror!
Quarta, dia 9: Que droga! O mestre supremo Luis Carlos Alborghetti morreu! Era muito fã! “Cadeia neles!”. “‘Tá com pena do bandido? Leva pra tua casa! Põe pra dormir na tua cama”. “O Ratinho?! Eu que inventei o Ratinho!”. Era muito fã do mestre, putz… Perda irreparável.
Sábado, dia 12: Mais um momento “GOD” de Dirk Nowitzki. Charlotte Bobcats e o meu Dallas Mavericks duelavam em Dallas pela temporada regular da NBA. Jogo duro e complicado, parecia que o Bobcats iria levar. Mas, na última bola, Dirk tratou de empatar o jogo e mandar para a prorrogação. Vibrei! Yeeeeeeah! E na prorrogação, Dirk tomou conta do jogo! Vitória sensacional do Mavs. Dirk is GOD!
Domingo, dia 13: Aproveitei minha revolta para publicar um post descendo a lenha nos “gênios”, “sábios” e monstros da imprensa mundial, pois não aguentava mais ver a cada dia artigos novos sobre casos de infidelidade de Tiger Woods. Não se pode destruir a vida de alguém assim. Principalmente quando a vida de alguém se resume a sucesso total. Imagine a frustração que isso causa nas pessoas. Uma invasão de privacidade tremenda, se perdeu o respeito. A imprensa não respeita ninguém. Isso deveria ser o assunto que competiria apenas a Woods e sua família. Não é o fato da pessoa ser pública que sua intimidade também seja pública. E foi tão baixo que a mídia já tinha essas histórias prontas fazia muito tempo. Mas se era para agir errado, ou seja, publicando, deveria publicar logo que a informação é obtida e apurada. Notícia não é algo imediato?! Pelo menos seria um “erro acertado”. Mas, não… Os “gênios” erram em dobro. Os caras esperam acontecer algo para poderem justificar como a premissa dos acontecimentos. O acidente que Tiger se envolveu em 27 de novembro (relatado nesta data na retrospectiva) serviu apenas como estopim. Nojento ao dobro. Acabaram tanto com o cara que fizeram até o cidadão se afastar do esporte por tempo indeterminado. E o pior é pensar que eu estudo para o ramo da imprensa. Mas ainda assim tenho o feeling. Sobreviverei ao império do mal.
Terça, dia 15: Consegui empenar a porta do carro no portão de casa. Pelo amor de deus. Eu me supero. Mas essa não superou a insuperável “minha amiga vala”, como diz o Daniel. Como isso aconteceu? Simples. Big Fox no ponto morto (eu havia esquecido de levantar o freio de mão na última vez que tinha saído com ele). Havia deixado a porta esquerda aberta para entrar em casa e pegar coisas que havia esquecido para sair, até que uma colega se apóia no carro e o peso de seu corpo faz o carro se movimentar. Com porta aberta e o carro descendo. Empenou no portão. Era uma vez uma porta. ‘God, man’, pensei. É… No dia seguinte teria que pagar 200 reais por uma porta nova, isso sem contar o serviço de lanternagem. ‘Oh, boy… Tough day’.
Quarta, dia 16: Aqui Kobe Bryant mostra sua genialidade mais uma vez. Los Angeles Lakers e Milwaukee Bucks jogavam no Bradley Center, em Milwaukee, Wisconsin. A ESPN transmitia para todo o Brasil. Jogo empatado até o fim em 95x95, e o Lakers teria a última bola podendo vencer o jogo. Vale lembrar que o Kobe Bryant estava jogando com seu dedo indicador da mão direita quebrado. A bola foi para Kobe, que do perímetro, à esquerda da cabeça do garrafão, errou o arremesso. Tudo bem, o jogo iria para a prorrogação. Os cinco minutos de prorrogação foram disputados. Na último lance, o Bucks liderava por 106x105. Faltavam poucos segundos, e o Lakers teria a última bola. Novamente, mesmo com o erro no fim do quarto período e o dedo quebrado, a bola foi novamente para Kobe Bryant decidir. Gastou os segundos, deixou o cronômetro baixar, até praticamente zerar e… Arremessou do perímetro, à esquerda da cabeça do garrafão, ou seja, o mesmo arremesso que ele fez no fim do tempo regular… Você que um cara como o Kobe erra o mesmo lance duas vezes, especialmente se for em momentos decisivos? Resposta óbvia: NÃO! (Arrogância do Euler mode on) Bola espetacular (espetacular mesmo) lá dentro, ao soar do cronômetro. 107x106 e o Lakers vence. Kobe terminou o jogo com 39 pts. Vale lembrar: com o dedo quebrado. Tem gente que com duas mãos inteiras não produz nada. É um monstro sagrado esse Kobe Bryant. Fantástico. E mais uma vez tive o privilégio de ver tudo ao vivo e cores. Sensacional.
Sábado, dia 19: How ‘bout dem Cowboys? New Orleans Saints invicto? HAHAHAHA. Dallas Cowboys, baby! Maldição de dezembro? Conta outra, vai! Um senhor massacre no Louisiana SuperDome, em New Orleans, Louisiana. E o Cowboys passeou sobre o então invicto time do Saints, e essa seria o começo da super caminhada do Cowboys, que depois embalaria numa sequência de vitórias rumo aos Playoffs.
Sexta, dia 25: Natal animado com a família. De noite aproveitei para assistir a rodada dupla de Natal de NBA nos canais ESPN. Primeiro com Cleveland Cavaliers vs. Los Angeles Lakers e em seguida com Denver Nuggets vs. Portland Trail Blazers. Porém (ai, porém), e com razão, o que mais me chamava mais atenção do que os jogos propriamente era que a cada comercial que a TV faria, antes do break aparecia aquele vídeo promo da Mariah Carey junto com alguns jogadores dos respectivos times que estavam em ação ao som de All I Want For Christmas is You, da própria Mariah Carey. E toda ao ouvir aquela voz sexy dela e aquele corpo sensual cantando o trecho “All I Want for Christmas… Is… YOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU! (You, baby!)” Cara, isso era fantástico. E nessa hora que eu via isso eu só lembrava do Derek Jeter, o capitão do meu Yankees campeão da World Series 2009. Eu pensando: ‘Derek Jeter se estiver em casa essa hora assistindo o jogo e vendo esses jogos deve estar pensando: “É… Rapaz, essa cantora aí eu já tracei muito…”’. Sensacional minha imaginação, hahaha.
Domingo, dia 27: Era para ser o dia da publicação da retrospectiva, mas houve um problema e ela só está sendo publicada em 14 de janeiro, o dia anual de Secret Garden. Ok, não se preocupem, na retrospectiva 2010 não haverá esse atraso, eu garanto. Perdão pelo atraso, um abraço.